XoXo: Gossip Girl chega ao fim

E então chegamos ao final de Gossip Girl. Casamentos, fuga da polícia (mas o Chuck não tem culpa, ele não empurrou, só deixou cair!) e a grande bomba sobre quem estava por trás do blog homônimo todo esse tempo. Sim, eles resolveram cruzar a linha e revelaram quem era Gossip Girl – e era uma pessoa que eles sempre tiveram em mente, segundo ainda teve coragem de dizer a Stephanie Savage (como tinham isso em mente e deixaram tantas esquisitices/buracos de roteiro é assunto para outra série).

Entendo que essa revelação era a única surpresa que a série tinha a oferecer na sua finale, então OK. Também entendo que talvez a graça e o OMG tão amado seriam bem menores se GG fosse um personagem secundário no final de tudo isso. Mas qualquer um dos principais que fosse apontado como a fofoqueira que era a coluna da série traria 1) buracos imensos ao roteiro; 2) não só buracos, mas implicações sobre o caráter da pessoa, quão manipulativa a pessoa foi para ficar anos e anos implicando a si mesmo em situações para disfarçar ser a GG.

Continuar a ler “XoXo: Gossip Girl chega ao fim”

Anúncios

Bunheads e a volta de Amy Sherman-Palladino

A volta de Amy Sherman-Palladino à TV. Que fã de Gilmore Girls não esperou por isso? E vamos esquecer The Return of Jezebel James, que foi tirada do ar depois de somente três episódios e não teve muita chance de mostrar a que veio. Porque Bunheads, mesmo com dois episódios exibidos até agora, já mostrou – e em um clima bem parecido com GG.

O roteiro espirituoso, divertido e carregado nos diálogos está de volta, ainda que partindo de uma premissa muito mais absurda do que aquela que nos trouxe as garota Gilmore. A série acompanha a dançarina Michelle, que vive em Las Vegas e acaba aceitando um inesperado pedido de casamento de um admirador que não conhece bem e se muda com ele para uma cidadezinha costeira. Quando a gente supera essa implausibilidade (que é grande, mesmo considerando o fator bebedeira em Las Vegas), a série vai ficando mais familiar.

Estamos novamente em uma cidadezinha sem muitas opções com uma personagem matraqueando (com carinho) que é um pouco diferente dos demais moradores – e aquele senso de comunidade. Apesar da premissa, a dinâmica mãe-filha acaba ganhando uma releitura com a relação entre Michelle e a sogra Fanny (vivida por Kelly Bishop, sim, a eterna Emily Gilmore), que tem uma escola de balé que certamente vai acabar incorporando a nora. Com a premissa muito “dura”, às vezes as coisas acabam parecendo meio contritas – a mãe tem que morar com ele, para que quando Hubbell morre (pois é! Logo no piloto!) acabe forçando aproximação entre as duas. Especialmente porque ele vai deixar tudo pra Michelle na herança – justo quando já se pensava que nada mais iria segurar a moça ali.

E tem as adolescentes. Gilmore Girls era da WB, assim como a ABC Family voltado para um público mais novo, mas seus adolescentes eram diferentes, a começar por Rory. Mas, sim, tivemos o primeiro amor, o bad boy, o namorado da faculdade… Mas agora, com as quatro bailarinas alunas de Fanny que aparecem com mais destaque, parece que ASP vai mergulhar mais nesta busca pelo público jovem – quase como se estivessem ali para agradar a este demográfico e justificar sua existência no canal.

Como serão as histórias das adolescentes e como vão se integrar na série ainda não ficou muito claro. Com toda a coisa da morte de Hubbell tudo girou em torno disso e até agora a série só arranhou um pouco sobre a vida das garotas e vamos ter que esperar para ver como essa parte vai evoluir.

Além da cidadezinha, da protagonista esperta e faladora e da volta de Emily Gilmore (agora hippie e budista), a série traz de volta a trilha sonora de GG (Sam Phillips com seus lalalas, sim), Gipsy (de mecânica rude a vendedora super feminina), Mitchel Huntzburger (atrás do balcão de um bar) e, já dizem, o infame Jason. Vamos ver que outros atores vão dar as caras. Além dos alumni de GG, outras duas carinhas me chamaram atenção – Stacey Oristano, de FNL, aqui como uma ex de Hubbell, e Ellen Greene (uma das tias de Pushing Daisies).

Enfim, as diferenças existem aos montes, mas as semelhanças de ritmo, trilha e ambientação dão sim uma sensação de que estamos, de alguma maneira, de volta àqueele mundo – se não Stars Hollow, que afinal é diferente de Paradise, ao mundo de ideias de Sherman-Palladino. Bem-vinda de volta.

PS_e já voltou se envolvendo em FIGHT com ninguém menos que Shonda Rhimes, que criticou pelo Twitter a ausência de jovens negras na série. A ASP não levou bem, dizendo que é meio triste uma showrunner atacar outra showrunner, e a coisa ficou meio estranha. Para mais sobre o tema, clique aqui.

Grey’s Anatomy sem Lexie

De volta novamente e com o mesmo mote: reclamar, reclamar, reclamar. O que eu posso fazer depois de assistir a essa finale mal ajambrada de Grey’s Anatomy – que de quebra ainda mata minha personagem favorita da série já há algumas temporadas? A oitava temporada não foi muito gloriosa para fãs de Lexie – menos ainda para fãs do casal Slexie -, mas depois de ter assistido, dois episódios antes, toda a coisa da declaração, estava zero preparada para o que aconteceu aqui.
Continuar a ler “Grey’s Anatomy sem Lexie”

Gossip Girl: A princesa, o sapo, o bêbado…

Está ficando difícil acompanhar Gossip Girl… Um dia é uma coisa, outro dia é outra… Um mês atrás a gente discutia se Dan e Blair poderiam decolar e no episódio de ontem Dan já está quase flertando com Charlie e Blair está em um triângulo com Chuck e o príncipe Louis.  Os demais personagens continuam perdidos – Vanessa aparecendo sobre os ombros de todo mundo, Serena com um ódio desproporcional e sabotando Blair em mais uma edição (mal feita) da guerra fria que vez ou outra se torna a amizade das duas. Os personagens estão todos fora de sintonia.

Fora tudo isso, existe um grande problema que atende pelo nome de Chuck. É o grande nome do episódio por motivos óbvios – comportamento extremo, abusivo etc e tal. Não posso esconder (e nem tenho como) que nunca gostei do Chuck. Anti-herois e bad boys são coisas muito mais difíceis de acertar na mão do que mocinhos. Eu não aguento mais esses personagens rasos que têm um “lado dark” – precisamente o caso do Chuck, querem nos fazer crer os roteiristas.

Porque, veja, eu até entendo a raiva dos Chair/fãs de Chuck. O personagem nunca deixou de ser canastrão e sempre também foi um pouco cretino (vide episódio do hotel), mas pelo menos tinha deixado esse lado abusivo de lado há um bom tempo. Aí chega nesse episódio “The Princess and the Frog” e Chuck conhece mais uma jornada “sombria”, “atormentada”, rumo ao fundo do poço. Isso porque começou a temporada se reerguendo (um homem simples, frugal, uma nova vida etc)… Os roteiristas estão doidos e exageraram muito na tinta ao botar Chuck quase descendo a mão na Blair e tentando agarrá-la. Você pode odiar os caras por “fazer isso com o Chuck”, mas a verdade é que Chuck foi abusivo – coerente ou incoerente que seja. “Ah, mas ele não bateu de fato”, etc, MEU AMIGO. Vamos respeitar os telespectadores, né. Porque agora entrevistas afora o Joshua Safran quer reforçar que aquilo ali foi só o Chuck em um momento perdidão, que ele nunca bateria na Blair e que Blair saiu correndo, mas sem medo. Se ela tiver algum medo é pelo que Chuck pode fazer a si mesmo!, diz o gênio. Não é mistério que Gossip Girl esteja tão ruim, comandada por gente assim…

Meu interesse por uma jornada “sombria” que vá levar a uma redenção do Chuck é zero, mas agora que vamos seguir esse caminho fingindo que a cena de ontem foi apenas Chuck sendo autodestrutivo e não incontrolavelmente abusivo ficou ainda pior, né. “Você é minha”, blablabla. Mas deve funcionar para alguns, imagino… Tem gente que acha o Chuck um heroi (a moça do E! o comparou ao Rhett Buttler?? Meu Deus do céu) e tem gente ainda com pena dele, tão sozinho, todo mundo dando as costas, entrando numa cilada… É tudo por amor, é épico…

***

As coisas estão tão bagunçadas em Gossip Girl que nem sei mais pelo que torcer. Depois de ignorarem tão solenemente Dan e Blair, nem vejo como entrariam aí novamente; o príncipe obviamente não vai a lugar nenhum. Só resta crer que vão realmente dar um jeito de fazer a Blair voltar para o Chuck, a despeito de tudo que aconteceu. Ânimo zero. A história de Raina (como disse o Vulture, porque é pior que sua mãe tenha morrido do que que ela tenha te abandonado?) também está no limite do tédio. Sobram as desventuras de Charlie (vai se dar mal, Vanessa vai ganhar alguma redenção, creio) e o que quer que resolvam fazer com Serena – a episódios do final da temporada, é preocupante não saber o que será? Vão jogar pro Dan de novo (que carrossel de emoções a vida sentimental deste rapaz…), vai ficar só de sidekick das histórias de Blair, vão inventar alguma arte?

A polêmica cena – que eu acho somente repulsiva, mas o Safran quer que eu ache um interessante desenvolvimento para o personagem CHUCK BASS, pressionado por tantas perdas e más notícias, desorientado (até a direção tava doidona), entrando em uma jornada que com certeza vai levar a auto-conhecimento e blablablabla.

A promo do próximo (SHATTERED BASS, ahhaha), “meu sobrinho está à beira de um precipício”, cês centiram a vibe

Dare to Dair…

Gossip Girl está enfrentando mais uma temporada incrivelmente sem inspiração. Jogando Serena para lá e para cá com conflitos bobos, sub-utilizando mais uma vez os personagens adultos, perdendo Chuck em tramas totalmente sem graça, e meio repetitivas em fundamento, sobre as indústrias Bass… Enfim, ninguém está tendo uma temporada muito boa na série da CW e eis que surge o que seria impensável… um possível casal com Blair e Dan.

As primeiras menções de Dair surgiram dos próprios fãs. Fã é um negócio sério – tem shipper de qualquer coisa, mesmo de “casais” que nunca existiram e nem tiveram qualquer traço de existência. “Dair” para mim começou assim, vendo gente comentando em fórum e vendo fã vídeos etc. Não consigo deixar de pensar que os próprios roteiristas de Gossip Girl viram o bafafa, que foi, sim, crescendo, e resolveram usar. Por que Gossip Girl, como todas séries adolescentes, brinca com várias combinações, mas mesmo assim é muito estática nessas coisas de romance. Desde o início da série existe a sensação de que Blair vai terminar com Chuck, Serena com Dan e tem o Nate ali no meio servindo a todos os propósitos de encher outras combinações. Nas séries teens tem sempre quem fica com o namoradinho adolescente, mas sempre achei meio exagero em GG ser tudo tão fixo assim, tão claro assim, tornando todo o resto meio supérfluo – todos os namorados da S., por exemplo, perdem qualquer peso, misturando tudo com os roteiros que têm andado muito fraco, e até com o Nate, que podia ser big deal, foi assim.

Inclusive, que lembrança, encerraram a temporada dando uma piscadinha para a possibilidade de voltarem a lidar com Serena e Dan, depois dela terminar com Nate, e o Dan ainda está, em teoria, interessado num comeback com a loira, mas os roteiristas estão se permitindo brincar com essa outra possibilidade, muita aterradora para alguns… (especialmente para os shippers bluck, que acham que são os donos da série). Eu acredito que a série vai só brincar com isso. As histórias de Dan e Blair estão sendo, sim, as melhores da temporada, porque têm bons diálogos, um clima interessante, química e certo humor. Inclusive na cena do fatídico beijo (“For crying out loud, Humphrey!”), eles ainda vão um pouco pelo engraçado. Na volta, ou o beijo significou algo para um ou para os dois, ou simplesmente os dois vão sair fazendo careta e jurando esconder para sempre o que aconteceu, voltar aos seus rumos e quem sabe sair do armário com a amizade… E eu acredito que vai ser esse último caminho, o que é um pouco triste.

Ao mesmo tempo em que dá gás para Dair, a série coloca Chuck novamente em um caminho de decadência e vulnerabilidade que tende a levá-lo, surpresa surpresa, de volta a Blair… Mais uma vez. Ainda existe essa sensação no ar de que Chuck e Blair são o casal “endgame”, o que é compreensível pelo tempo & reviravoltas envolvidos, mas eu particularmente nunca gostei muito deles juntos. Gossip Girl pode, sim, aproveitar a oportunidade e dar uma guinada na série. Sempre acho interessante quando uma série muda tão completamente uma perspectiva assim. Estão citando corretamente Joey e Pacey (Dawson’s Creek), aconteceu também com Veronica e Logan em Veronica Mars (para meu espanto e desgosto, assumo, rs) e vez por outra as séries preferem mudar os pareamentos, o que soa mais realista. Infelizmente vamos ter que esperar três semanas (SIM!!) para ver a continuação…

UPDATE: Promos são enganosas, mas vendo essa promo do próximo episódio parece que pelo menos vai ser big deal

Melhores do ano: 8 – 30 Rock

“30 Rock” parecia ter chegado a uma encruzilhada criativa na quarta temporada, muito sem inspiração. Mas mesmo naqueles sombrios dias Tina Fey & cia conseguiam nos presentear com momentos melhores do que os de muitas séries de comédia que vivem sendo indicadas a prêmios. Nunca pensei em abandonar a série, nem mesmo remotamente, “30 Rock” nunca chegou na decadência que, por exemplo, a co-irmã “The Office” enfrenta. E a quinta temporada começou azeitada e já neste primeiro terço teve um daqueles momentos mágicos em que a série emplaca episódio sensacional atrás de episódio sensacional. Desde agora, a melhor temporada de “30 Rock” desde a segunda.

Continuar a ler “Melhores do ano: 8 – 30 Rock”

Melhores do ano: 9 – Friday Night Lights

E eis que me encontro às 4 da madruga sem um pingo de inspiração para falar de FNL. Mas que mundo injusto, logo FNL, a série de coração que me sobrou nestes anos pós-faculdade e que vai ser arrancada de mim, e de todos os outros nobres fãs, dentro de alguns episódios. Ainda não sei bem como vai ser quando não tiver mais a perspectiva de ter o Coach Taylor e mrs. Taylor semanalmente, nem que fosse umas poucas vezes por ano, na minha vida. E todos os demais personagens que passaram. A ficha demora a cair e, acho, muitas vezes nem cai – eu de vez em quando me pego pensando, surpresa, que Gilmore Girls de fato acabou…

 

Continuar a ler “Melhores do ano: 9 – Friday Night Lights”