gossip girl chega ao meio da temporada com ameaça de fim

 

Ultimamente não tenho escrito nada de nada, mas sinto falta, vez ou outra, de vir aqui xingar os absurdos de Gossip Girl… Acho que por pior que a série fique está escrito na história que vou sempre me importar e tenho que simplesmente aceitar isso.

Tivemos, desde meu último comentário, “The Witches of Bushwick”, em que Vanessa, Jenny e Juliet tentam “acabar” com Serena com um planinho completamente idiota (e todo mundo compra, claro), “Gaslit”, em que Serena acorda drogada sem saber o que aconteceu e fica chateada por todos acharem que ela voltou pra vida, hm, radical, e “The Townie”, em que finalmente a verdade sobre Juliet e seu irmão vem à tona. Os três episódios foram de ruins para péssimos, com raríssimos bons momentos, e todas as histórias estão se encaminhando para lugares bestas. Não vai ser fácil encarar (mais essa) vilanização da Lily e eu sinceramente tô nem aí para o casamento dos pais de Nate (espero que agora a cadeia não seja mais tão central e, portanto, larguem a reabilitação do capitão) e se os casais andaram em banho maria, a promessa de voltarmos com tudo ao passado (Chuck-Blair, Dan-Serena) não me anima nem um pouco.

Gastamos metade da temporada nesse arco horrível que foi a história da vingança de Juliet. Percebam que a solução foi muito pobre (Serena, afinal, não destruiu a vida de ninguém, Lily estava por trás de tudo) e que não há nenhuma verossimilhança no irmão de Juliet. Nos flashbacks, era um jovem professor ingênuo. No presente, um homem rancoroso atrás de vingança. Poderia ser o fator tempo, mas quando Serena aparece ele se derrete em dois segundos e volta a ser um bobinho… O personagem não tem escopo. E a Juliet, então? Concordou em mentir e se envolver em uma cilada para fazer mal a quem supostamente prejudicou seu irmão mas agora devemos crer que ela é uma boa pessoa. Tudo de ruim que fez é justificável porque estava buscando uma vigança digna e tudo mais (mesmo que no finzinho ela tenha dito ao irmão que já não se tratava mais somente dele, se referindo, creio, a todo o drama – meia boca – com o Nate).

Agora a Juliet vai para o espaço e sabe-se lá o que vai acontecer nessa segunda metade de Gossip Girl, que volta em janeiro, não faço muita ideia. Largaram Jenny num limbo, Vanessa é aquela coisa tapa-buraco, Nate também funciona assim um pouco, e aí sobram os casais. Bocejo. Só não está pior que a terceira, acho, que era mais ofensiva, mas coisas como a cena toda do baile de máscaras (patética) ou de Serena e do professor (o Sam Page, no caso) “se segurando” para não se agarrarem me mataram um pouquinho.

E o que tem agitado o universo de Gossip Girl nos últimos dias é a notícia de que Leightoon Meester não pretende renovar com a série quando seu contrato se encerrar, em dois anos. Para mim isso significa não que a Blair vai sair da série (como já andaram chamando), mas que a série vai acabar, espero. Não se pode fazer Gossip Girl sem Blair ou sem Serena. É como diz a canção, amor sem beijinho, Bochecha sem Claudinho… Pode acontecer, como vi por aí, de a CW não querer largar o osso e acabar oferecendo acordos mais flexíveis para os atores, mas também não vejo muito como diminuir o tempo da Blair em cena sem lesar Gossip Girl… Teriam a coragem de ficar jogando gente nova e ir escanteando os velhos? Muita audácia, mas afinal de contas Gossip Girl é uma marca e vale mais do que fazer um spinoff (It Girl ou The Carlyles, para ficar nas séries da mesma autora). Só nos resta esperar. Dá um misto de conforto e agonia saber que os atores de Gossip Girl têm contrato de mais dois anos e que a sexta poderia ser a última da série… Embora, claro, séries como Gossip Girl não tenham esse problema de ir piorando por se arrastar. Ao que consta, GG poderia ter uma maravilhosa oitava temporada, enquanto que a terceira foi a bomba que foi. Etc. Acho que meio que por isso que não penso com alívio no caso do fim – como pensava com “Heroes”, por exemplo. Acho que eu assistiria mil temporadas esperando pelas probabilidades de um ou outro episódio em que eles azeitam tudo e fazem tudo direitinho – o que não aconteceu em nenhum momento nessa temporada.

 

indicados ao globo de ouro 2011

A Associação de Imprensa Estrangeira em Hollywood (HFPA, em inglês) anunciou na manhã da terça-feira (14) os indicados ao 68˚ Globo de Ouro. As indicações do Globo de Ouro sempre têm sua dose de, hm, maluquice, mas este ano parece que se superaram… Eles até tentam indicar o que é realmente bom, mas há, sim, uma preocupação com o fato de que o prêmio é uma festa, então vamos colocar gente jovem, em voga e tudo mais, programas de sucesso. A TV, além de tudo, é o priminho pobre da festa – tanto que as categorias coadjuvantes têm que espremer comédia e drama!

Mas, beleza! Eu não gosto de ficar descascando prêmio porque, afinal, eles podem ter o critério que quiserem… Mas que é dureza ver um bando de crítico (ahem) especializado ignorando, por exemplo, a sensacional terceira temporada de Breaking Bad, isso é… Coisas da vida. Vamos aos indicados.

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the big one – considerações sobre a finale e a quinta temporada de dexter

Acho que a temporada horrível me preparou para esta finale de Dexter, que foi apenas decepcionante, mas não ofensiva. Acredito que o tédio final revelou que a maioria das pessoas it’s only in it pelos ganchos e reviravoltas, e tudo bem, mas como para mim Dexter só tem tido falsas reviravoltas este prazer acabou há tempos. O que parecia uma jogada arrojada e ousada – a morte de Rita na season finale passada – apenas trouxe a série de volta ao seu status quo e pelo jeito vamos continuar jogando desse jeito até o Showtime ou Michael C. Hall cansarem. O sucesso de audiência depõe contra, a esta altura, porque os caras parecem dispostos a ir até quando der e não até quando deveriam. Me repito aqui quando volto a dizer que nenhum programa se beneficiaria tanto de uma data final quanto Dexter: o conceito simplesmente não é amplo o suficiente para fazer com que a série continue indefinidamente sem comprometer sua qualidade – que, a meu ver, já está deixando a desejar há umas duas temporadas.

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indicados ao wga 2011

Vamos chegando ao final de 2010 e as inevitáveis listas de melhores do ano começam a pipocar enquanto escrevo isto aqui (talvez até dê uma comentada nelas mais tarde) e os prêmios que são entregues no início do ano ficam também mais perto. Ontem saiu a lista de indicados ao Writer’s Guild Award (WGA) e semana que vem é a vez dos indicados ao Globo de Ouro. Sim, estamos nessa época do ano de novo.

 

Vamos à lista dos indicados do WGA – que foi deveras estranha, se for considerar que os caras são uma guilda especializada em ROTEIROS. Como disse, acho ofensivo incluirem qualquer coisa de The Office em uma premiação em um ano tão forte para a comédia – nem aqui nem na China Michael Scott & cia. tiveram sequer um episódio tão bom quanto boa parte do ano de Community, só para citar um exemplo.

 

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