Melhores do ano: 9 – Friday Night Lights

E eis que me encontro às 4 da madruga sem um pingo de inspiração para falar de FNL. Mas que mundo injusto, logo FNL, a série de coração que me sobrou nestes anos pós-faculdade e que vai ser arrancada de mim, e de todos os outros nobres fãs, dentro de alguns episódios. Ainda não sei bem como vai ser quando não tiver mais a perspectiva de ter o Coach Taylor e mrs. Taylor semanalmente, nem que fosse umas poucas vezes por ano, na minha vida. E todos os demais personagens que passaram. A ficha demora a cair e, acho, muitas vezes nem cai – eu de vez em quando me pego pensando, surpresa, que Gilmore Girls de fato acabou…

 

FNL é uma série diferente. Quem assiste, quem acompanha, quem torceu todos esses anos, sabe. Quem viu o fantasma do cancelamento aparecer várias vezes, a maneira irregular com que a série foi tratada às vezes – mas também o carinho absurdo que desperta em todo mundo que segue, inclusive os próprios críticos -, sabe disso. É uma queridinha da crítica, sim, e merece o ser.

 

Alguns anos atrás, FNL me foi recomendada como uma série promissora, logo depois da exibição do piloto do Brasil. Depois, no episódio que a Tyra dá um pé no Tim porque não quer ser novamente a própria mãe, a recomendação voltou: estava ali uma série com uma sensibilidade para tratar de questões de adolescentes e jovens, uma série que mesmo falando de futebol americano conseguia ser mais real que muita coisa teen por aí. E desde o piloto, aquele episódio estranho, com um estilo de filmagem diferente, aquela suspensão na hora em que o Jason é atingido, eu fui fisgada. E daí para nunca mais abandonar a série.

 

O futebol americano foi ficando mais familiar, o estilo de filmagem mais palatável (e, de fato, em certo ponto, foi amainado pelos próprios caras), mas a ternura nunca diminuiu. Dá vontade de abraçar forte todos os personagens de FNL. Me desculpem ser piegas, mas pensei que já que estou aqui, alguns dias depois de ver “Fracture”, mais um episódio sensacional da série, porque não.


2010 pegou o final da quarta temporada – uma temporada irregular, com muitas dificuldades a superar, um elenco novo para colar – e boa parte da quinta temporada.Se a quarta teve seus problemas, a quinta está sendo uma nota abaixo na emoção que, acho, todos esperavam para a temporada final.
Até hoje há um inevitável saudosismo com a “fase original”. Mas os Taylor serviram de guia e defendo ardorosamente os “novatos”, gosto muito de Becky (para mim ainda a que melhor representa a nova fase), Luke, Vince – a Jessie não muito, rs. Essa conexão que a série cria entre os telespectadores e todo e qualquer personagem é o que vai ficar.

Autor: carol

there ain't no catcher in the rye vamo se jogar!

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