gossip girl – 03×17 – inglourious bassterds

Episódio bastante movimentando e até com muitas sutilezas e, embora não tenha sido impecável, já é um dos highlights da temporada. Claro que ainda teve coisas chatas (especialemnte concentradas, surpresa, na história de Dan e Vanessa) e coisas irritantes, mas mesmo essas coisas pareceram estar em seu devido lugar, nos cantos, em um ou outro detalhe, não incomodando profundamente.

Vamos começar primeiro pela trama PROPOSTA INDECENTE da noite. Jack, por um motivo qualquer, tem como uma das metas de sua vida desestabilizar Chuck. Pensa bem: o cara preferiu abdicar de uma rede de hoteis só para zoar com a vida amorosa do sobrinho. Blair percebe que o namorado está em uma descida que talvez não tenha volta e que o fantasma de ser o fracassado que Bart Bass achava que ele era muito o atormenta (interessante que esse fracassado incluia ser “mole”).

As negociações com Jack não parecem andar porque, Chuck diz a Blair, a única coisa que ele quer é impensável. Nós, e B., sabemos do que se trata: Jack enviou à namorada do sobrinho um vestido e deu a entender que gostaria de, ahem, UMA NOITE DE AMOR com ela, simples assim, para devolver o hotel a Chuck. É ultrajante, claro, mas é interessante perceber que desde o princípio B. já está meio que tendendo a aceitar. Ela conversa com Serena, sem falar do caso diretamente, sobre qual o limite para se fazer algo por amor, blablabla. Desde o início da temporada vemos B. imbuida desse senso de ser a MULHER do Chuck e ela está sinceramente de coração partido por vê-lo tão abalado.

Por tudo isso, é extremamente cruel (e emocionante, foi uma cena bem feita) quando B. descobre que o tempo todo Chuck estava por trás de tudo – ele até fingiu desinteresse e ignorância para não atrapalhar o andar da coisa. “Jack saberia”, diz, dando a entender que o tio queria que B. fosse lá por si mesma, não com a conivência do sobrinho. “Você só precisava pedir”, diz a namorada, chocada porque, no final das contas, Chuck escolheu o hotel/os negócios/o dinheiro/o poder/a auto-estima e não ela/o amor. Observem:

– Mesmo que significasse me perder? Tudo que eu fiz foi amar você.
– A pior coisa que eu já fiz. O dia mais sombrio que já tive. Você disse que ficaria ao meu lado através de tudo. Isso, Blair, é tudo.
– Eu não imaginei que a pior coisa que você faria seria comigo.
– Você foi lá para cima por sua conta.
(TAPA NA CARA)

Porque, observem, a rigor Chuck tinha certa razão. Ela foi lá porque quis. Ela iria dar pro tio dele pelas costas o que, mesmo que sendo “pelo bem dele”, enfim, mesmo ela estando com o coração no lugar, ainda é uma traição, de certa maneira. Mas Chuck não está argumentando isso cinicamente: ele realmente acreditava que B. aguentaria e ficaria ao lado dele – talvez até desse um tapinha nas costas por sua sagacidade em ficar de fora para não estragar a jogada. Quando ele encontra com Jack e recebe o contrato que lhe garante o hotel (cruelmente com a assinatura de B) o tio olha para ele e pergunta, percebendo que é verdade: “Você não achou que ela ficar com você, né?” – para depois acrescentar que agora ela o viu como ele é e fim.

A cena do confronto entre B. e Chuck é bem dura e emocional – e claro que Blair estava se entregando totalmente naquela história, inclusive pensando em ir pra cama com Jack para salvar o pescoço e a auto-estima de Chuck, e se perceber tão usada é mais que um balde de água fria. Gostei muito da cena. A Leightoon Meester passa toda a emoção necessária, até o Westwick não está aquele poço de canastrice de sempre e achei que deram um tratamento sutil ao casal, ainda que recorrendo a um artifício batido (essa vibe proposta indecente já tinha acontecido em Beverly Hills 90210, como também essa coisa de uma saliente atrasar o aniversariante para festa surpresa só para constar).

Pois é, Jenny só tem dois modos operacionais: bitch e depois madalena arrependida/ I’m still, I’m still Jenny from the block. Como já está claro, ela se deu conta de que Nate é um cavalheiro, é perfeito para ela e por uma maligna falta de timing infelizmente o cara agora está namorando com Serena. Não que J. vá deixar por isso mesmo: ao saber do plano de Serena, todos ignorando o aniversário de Nate para surpreendê-lo com uma festa, ela imagina que o garoto vá se sentir sozinho e triste o dia todo e pretende ANIMÁ-LO.

Feliz por receber algum carinho em seu aniversário, Nate cancela o almoço com o avô e sai com Jenny. A garota faz tudo certinho: celebra o aniversário dele, dá presente, bate papo de boa e quando percebe que Serena está procurando por ele (via GOSSIP GIRL) e que ele está prestes a sair para ir encontrar a namorada para o suposto baile de gala chato a que vão, joga a carta do “fico perdida sozinha”, lembrando o caso da semana passada e fazendo a frágil. Nate é um gentleman e diz que vai ficar com ela – e os dois vão AO CINEMA, para fugir de fofocas e tal (jenny: víbora, vamos dar o crédito)

Dae que finalmente eles aparecem na festa e Serena estranha Jenny chegar, depois observa ela levar crédito quando Nate diz algo como “poxa, você me enganou direitinho, me distraiu” e comenta que Nate, anyways, se atrasou deliberadamente para o encontro (ainda que falso, mas ele não sabia) dos dois. Nate desconversa e todos se lançam no jogo de ASSASSINO, que é a diversão em ordem. Não sei bem o que achei daquelas montagens, e o jogo foi ok. Foi bom para dar uma dinâmica, pra galera aparecer nas horas chave e tudo mais. Serena acaba confrontando Nate mais diretamente (você-se-atrasou-para-ficar-com-a-jenny) e ele explica tudo que aconteceu com Agnes. Ela fica derretida, na linha “Como você é bonzinho” e logo quando Jenny a “mata” sai alegremente deixando só os dois no jogo. Malícia, cadê.

Se Serena não está vendo Jenny toda em chamas para cima do seu namorado, Eric percebe que Jenny deliberadamente foi passar a tarde com Nate, o atrasou, o seguiu a brincadeira toda e conseguiu ficar só com ele ao final – quando deu um selinho, desconcertou Nate e venceu. Eric está ligado que tá acontecendo algo ali. Até Nate, vejam vocês, percebe que Jenny tá com as ideias erradas e vai lembrá-la que são só amigos, para logo em seguida esquecer isso, aparentemente.

Apesar de Jenny ser irritante, com aquele arzinho insolente, fiquei com um pouco de pena dela, toda derrotada ao ouvir que entre os dois rola só amizade e também ao ver Nate e S. juntos ao final do episódio. Ao mesmo tempo, entretanto, era possível perceber que ela está tramando algo e não vai desistir tão facilmente…

No mais, temos uma entediante storyline entre Dan e Vanessa (que estão sendo tão chatos quanto parecia que seriam), ainda com os limites da amizade e, por fim, uma promessa mala de uma competição intelectual (e realmente, Dan comparar falar mal das roupas de Serena com criticar o script de Vanessa, sei nem o que dizer. Sutileza, não trabalhamos). Outras coisitas: Vanya pede Dorota em casamento (Dorota em chamas no episódio) e Eric reclama da vida amorosa só para arrumar um pretê super gracinha – ainda que meio creep, foi de apartamento em apartamento até achar Eric? Medo.

Promo do próximo episódio: vão jogar Carter no caldeirão. Claro:

Gossip Girl
CW
Terceira temporada
Episódio dezessete
Escrito por Lenn K. Rosenfeld
Dirigido por Jean de Segonzac

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Autor: carol

there ain't no catcher in the rye vamo se jogar!

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