grey's anatomy: 05×08 – these ties that bind

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Grey’s Anatomy estava com uma temporada impecável. Os episódios estavam equilibrando casos médicos tensos, romance, comédia, tudo misturado com charme. A volta com um episódio duplo foi tranqüila como uma volta para casa, gostosa. Teve um ápice com o quarto episódio, Brave New World, mas todos estavam bons. Ok, chega de voltas: este oitavo episódio foi um grande Q pra série.

Nenhum enredo foi muito forte. Não sei se sou eu, mas senti zero de emoção com a Callie chorando e freaking out porque Hahn foi embora. A verdade é que o caso/namoro/envolvimento delas nunca convenceu do lado da Callie – aquela confusão é justificável, mas passavam isso de uma meneira muito pouco crível e meio que desandou na mistura de seriedade de um primeiro envolvimento lésbico com a comédia de quando ela ia “testar” com o Mark. Enfim. A Hahn realmente tava in, teve uma cena bonita no penúltimo episódio (quando comparou a experiência com outra mulher com “usar óculos pela primeira vez sem saber que precisava”) e aí, pf, a brooke smith foi demitida out of the blue. Para o final deste arco só posso dar nota zero.

Tivemos a introdução de duas personagens novas, em compensação. A primeira, Sadie, é uma antiga amiga da Meredith que vai deixar Derek e Cristina com ciúmes. Inicialmente, a Sadie também teria sido peguete da Mer num passado, mas resolveram cortar os núcleos gay. Não é brincadeira hehe. Bom, a Sadie tem aquela coisa irritante que eu agora tenho certeza que é a Melissa George – ou será coincidência Alias, In Treatment e agora Grey’s? Ela tem um quê de impertinência que me irrita muito subliminarmente. E aqui parece que ela vai ser meio ‘rebelde’, tipo num sentido de questionadora. Ela já chega incitando os outros internos a serem mais agressivos na coisa de usarem a si mesmos como cobaias – é tosco, mas quem pode culpá-los? Os novos residentes, a galere do hospital, não ensinam porra nenhuma, FATO. Aliás, eles têm em mãos uma meia dúzia de personagens que podiam ser um tiquinho mais usados e nada. Enfim. Sadie parece que vai agitar um pouco as coisas, mas nem gostei muito. Não é meu tipo de personagem e só vai reviver conflitos que são cíclicos.

E os fãs de Meredith e Derek estão entediados porque não acontece nada com eles nenhum episódio. Acontece que ficar mostrando um IDÍLIO, tipo eles se beijando e tal, não faz a história rodar. Todos estavam enjoados dos dois brigando todo dia, da Meredith fugindo por uma suposta produndidade psicológica, mas a verdade é que sem brigas não vejo o que vão fazer ali… Pra mim tá bom. A Meredith tá ok apagadinha, não fica enchendo o saco.

Aliás, ela teve um pequeno enredo neste episódio, quando Derek a incentivou a se interessar mais por Lexie – que, afinal de contas, é irmã dela. Ela meio que desprezou isso e foi conversar com ela por obrigação, quando percebeu interesse do Mark na irmã (Big Grey e Little Grey como o Mark, alguém inofensivo, gosta de falar) e pediu que Derek interferisse. O McDreamy achou isso bonito, preocupação com a irmã e tal. Mark neste momento tende hora para a Lexie (eles vão plantando umas faíscas episódios afora pra quando quiserem puxar esse coelho da cartola), hora para a Callie – que agora tá livre aí de novo e ele até ajuda a consolar sinceramente, sem canalhice. A Lexie também pende hora para ele, hora para George (que não apareceu neste episódio e eu só lembrei dele depois, tá SOLTINHO na série, sem enredo).

A outra personagem que entrou foi a nova médica da área cardíaca – a terceira em cinco temporadas, sucedendo Burke e Hahn -, dra. Virginia Dixon. Ela tem síndrome de asperger, uma doença que parece um pouco com autismo, é muito concentrada e fixa com a ciência, mas não tem facilidade para interação social. Ela chega para realizar um procedimento em um nativo americano e tem um pequeno conflito ciência-religião e no final, conversando com Miranda, mostra que estava mais ligada do que parecia. Eu gostei dela, tipo da cara e do ar, e pelo menos um médico não vai ficar de pegação geral lá (fora Miranda rs) – mas não chegou a ser algo sensacional. Vamos ver se dura.

Cristina, que no final parece prestar um pouco de atenção nos internos, quem diria, acaba se pegando com Hunt de novo. OK. Hunt é ok. Não tão bom quanto parecia, o Kevin McKidd em Grey’s era muito promissor. Mas é bom que a Cristina ande de novo, é irreal aquilo de ir pra cama de Meredith e Derek tipo 6 da matina. Não digo que é chato, digo que é IRREAL.

Vamos que vamos, agora: QUE PORRA É ESSA DE FANTASMINHA DENNY??? Todos sabem que Denny Duquette é um personagem querido na história de Grey’s. Todos choraram quando ele morreu. É de matar, Izzie saindo toda linda e arrumada do elevador, quando todos respiravam aliviados, e daí o Denny morre. Parte o coração. Denny é lindo (true, a Mary Louise Parker sortuda), Denny é fofo, tudo é verdade. Mas Denny bateu as botas, simples assim. A Izzie lembrar dele a ponto de vê-lo (mas interagir já foi demais) é natural, tipo no último episódio, quando todo o caso voltou à tona com o paciente que perdeu o coração para Denny X anos atrás. Aquela, amigos, era a chance da Shonda jogar uma pá no assunto. Karma is a bitch e ali era a hora da Izzie se confrontar com o que fez e botar uma pedra no passado. Fora uns excessos, seria sussa se no final o Denny fosse embora, na hora que a Izzie vê Alex (o presente) do lado e vira as costas para ele. Mas ele não vai e volta neste episódio para mostrar que tem algo muito errado.

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O episódio foi, portanto, todo médio e pode parecer injusto querer dizer que a temporada desandou por causa de um erro em um núcleo, mas é um erro muito grande (e no meu núcleo preferido, by the way. Não podia deixar a Iz curtir o Alex um pouquinho???). A Izzie tava sussa até toda a coisa de Denny voltar e este episódio eles conversam e mais… Denny morreu, PQP, larga essa coisa Ghost, Sondha. É bom mostrar que as pessoas superam. É bom mostrar que amor não é uma coisa uniforme, um fato qeu cai na vida da pessoa como um raio, e sim algo que acontece várias vezes, de maneiras diferentes…E o Alex tentou ser compreensivo – e foi. Ofereceu ajuda, ombro amigo, queimou suéter do fantasminha, não tá ofendido com a evidente pertubação da Izzie só de pensar no Denny… Mas, bom…

As especulações são muitas. Desde antes da quinta temporada começar todos diziam que a Izzie ia morrer -temporada passada Katherine Heigl comentou que não tinha material suficiente para ser indicada para o Emmy e isso era bem verdade, mas foi indelicado e dizem que deixou a Sondha puta. Whatever, começaram a falar que a ABC queria ela fora e ela própria tá alçando vôos maiores no cinema e nós sabemos que tudo é possível nesse mundo (mas pô, tirar qualquer um dos quatro é sacanagem…). Aí vieram com esta história de tumor na cabeça, alucinações e morte. Vamos ver. Acho uó. Acho uó matarem a Izzie e ainda deste jeito, pelamor… Será que Izzie vai para a luz com Denny?

Tá meio chato o Chief com essa nóia do hospital e essa interação com a Bailey é tranks e mais nada – esta é outra que esteve ok mais sem destaque neste episódio. De 0 a 10, daria um 5 sofrido aí. A promo do próximo, In The Midnight Hour, me arrepia:

PILOTOS

Ok, resolvi me dedicar um pouco a pilotos de séries. Sem obrigação de continuar a ver depois, sei lá. Já tinha aqui o True Blood, série nova do Alan Ball, e daí peguei Doctor Who, Battlestar Galactica, Gossip Girl e o novo Barrados no Baile. Como Doctor e Battlestar são tipo ficção científica, não tive as manhas de ver ainda, eu penso e me dá uma preguiiiiça.

True Blood é inacreditável. Sério! Tem tanta bizarrice na série que você se pergunta se é uma GIGANTESCA BRINKS ou vai ter algo por trás. A trama da série é sobre vampiros, que depois da invenção de um sangue sintético resolveram assumir pra humanidade que existiam e “procurar seu lugar na sociedade”. Eles dizem que agora que não têm mais necessidade de beber o sangue das pessoas podem ficar de boa, hang out com geral. Mas claro que todos ficam com medinho, tem aquela coisa de ser pró ou anti vampiro… Afinal, eles vão deixar a “verdadeira natureza” de lado? O sangue sintético vai ser o suficiente? Vários deles não vão continuar a curtir chupar sangue de pessoas? Etc. Enfim, tem toda aquela nóia de grupos sociais em tensão, tipo X-MEN kkk.

Esse é o vampirão calado que a garçonete quer pegar

A protagonista não é vampira (man, só agora pensei na brinks porque ela é a Vampira dos X-Men, é a Anna Paquin que interpreta a moça). Ela é uma garçonete que pode ouvir pensamentos (sim). Menos o de um vampiro que entra no bar e ela se apaixona totalmente por ele de cara. Daí um casal tenta roubar o sangue do vampiro (que supostamente ajuda a rejuvenescer pessoas) e ela vai ajudar e tal… Tem uma mulher estranha que fica assistindo toda a cena e depois vira um cachorro (!). A garçonete, Sookie, tem um patrão apaixonado por ela, uma amiga que eu achei totalmente idiota (acredite, amiga, eu entendo seu inconformismo com o trabalho, mas o jeito que ela se demite é totalmente UGH, e ela é daquelas que realmente confundem grosseria com sinceridade). O irmão da Sookie enforca uma mulher sem querer durante o sexo… Isso depois deles assistirem uma sex tape desta mulher com um vampiro (tem uma coisa de que sexo com eles é fantástico blábláblá).

Sexo com vampiros, recomendado por todas as revistas

Não sei se já deu pra pegar o clima. Tem várias mini bizarrices, do tipo quando a Sookie vai ajudar o vampiro (que está preso por um ritual estranho, tipo com umas correntes quentes, bem leves, que devem retê-lo no chão) ela consegue jogar uma corrente pesadona no cara BEM CERTINHO, e com um punhalzinho de nada ameaça os dois… E logo no início a cena do supermercado é totalmente bizarra… Sem palavras, to assim.

Anna Paquin como Sookie

Acho que vou baixar o próximo hahaha.

Dude, o Alan Ball nunca esteve no meu altar particular de gênios da TV. Já disse e volto a dizer que pra mim a série mais overrated da televisão é Six Feet Under. Palavra de quem não conseguiu acabar de ver a primeira temporada. É pretensioso, cheio de uns psicologismos chatos, arrastado. Dispenso as boas atuações BEIJOS. Agora, ele ta voltando às telinhas com uma série que EXÓTICA é pouco para definir… Fiquem ligado nos próximos capítulos….

ps – essa porra ainda é da HBO. Mas, so far, que série da HBO eu amei? Acho Roma a coisa mais chata, e Sex and the City ok, mas não sou bem o público alvo, e coisas superproduzidas mas sem carisma como Carnivale? Etc. Tem tipo OS SOPRANOS, que é uma série superior.

O sangue sintético sai assim, nos mercados, tipo cerveja

UPDATE:

OK. 90210, o “novo Barrados no Baile”. Os “irmãos Walsh” da vez têm um elemento étnico: o menino é negro, adotado. Dessa vez o motivo da mudança é ficar próximo da avó, que está precisando. A avó é uma atriz rica, refinada, maliciosa, pertubada. O pai (o ator que fazia o pai de Jess em GG, voila, vai ser o novo diretor do colégio. A mãe, tipos, é produtora de moda ou uma porra assim.


Enquanto Dixon vai se encaixar nos esportes e no jornal (bem como Brendon, mas dessa vez é lacrosse), Annie quer entrar no teatro, que é dominado por uma moça que é viciada em drogas e não gosta da aproximação dela. Numas férias com a avó um tempo antes, Annie tinha ficado com um menino, Ethan, e tá meio na expectativa de encontrá-lo. Ela o vê no estacionamento e acena – só pra depois perceber que tem uma menina fazendo sexo oral nele. Pra embolar mais ainda, depois ela começa a hang out com uma riquinha, Naomi, que é namorada de Ethan. Ele é o completo protagonista inexpressivo, deus me livre. As ações da história vão levando pro desfecho de, no dia do aniversário de Naomi (Sweet sixteen) ela receber uma mensagem falando que Ethan está traindo. Eles brigam, se acertam, e você vê que a confusão vai rolar daí… Porque ta na cara que Ethan e Annie se gostam. Quando a história vaza (através da blogueira, que tem unfinished business com Naomi) ela não agüenta todo mundo comentando dela e ai PUFS, fim. Annie aumenta seu leque de opções e começa a flertar com Ty, o lead masculino da peça/musical.

Não sei se o Ethan fica melhor ou pior com esse cabelo…

Esse é o outro interesse romântico, Ty

Tudo acontece muito rápido, apesar de ser um episódio duplo… O pai de Annie e a mãe de Naomi namoravam na época do colegial e na festa ela diz que teve o filho que ele achava que ela tinha abortado – e ele foi dado para adoção. Tipo BN. Ainda tem aquela coisa de pais que punem e não dão grandes presentes mas amam os filhos e pais que dão carrões mas não atenção ETC. e adolescentes problemáticos cheios de daddy issues. meu deus, esse é o maior clássico de série com adolescente rico…

As brinks:

– Kelly agora é conselheira estudantil e tem seu filhinho, com uns 5 anos. O professor gatinho fica flertando com ela. Brenda aparece no final, na lanchonete do Nat (que ta velho né rs). É meio patético, se você pensar bem.

– Efeito anos 2000: todos são bonitos e magros. Algumas mães parecem ter 25 anos. Das estudantes, até a clássica “esquisita” que todo colegial que se preze tem – e que é apenas alguém com “personalidade” excluída pelas populares – é tipo modelete. A moça com personalidade, por sinal, é a que tem um blog a la gossip girl, que toda escola acessa. Quando Annie vai sentar com o que a “moça com personalidade” chama de as Bratz (meu deus, as bratz são mesmo a nova Barbie, que mundo é esse) a menina – que é irmã da Kelly – fica tipo chateada e posta um vídeo esculachando a nova aluna. Que é de Wichita, Kansas. O piloto tem essa sacada legal e se chama: We’re not in Kansas anymore. Sweeet. Depois ela vai se desculpar e ajudar Annie a entrar no grupo de teatro. Annie faz a que se dá bem com todos porque é honesta, correta, gente boa. Menos com a menina drogada do teatro, que por sinal é sma da Naomi – mas rouba a bolsa dela pra pagar dívida com traficante…

– Trilha sonora é boa, tem Coldplay novo, a já clássica Time to Pretend do MGMT, Tilly and the Wall, a música boa da Adele.

– O Rob Thomas ta envolvido BEIJOS.

Nova protagonista


Ai, que confusão. Num resuminho, achei que as coisas têm um ritmo meio estranho, a moça que faz a Annie tem uma cara de paisagem e de fato não tem nada bombástico, mas também não é BOMBA, dá pra ver. Acho que vou continuar assistindo mais um pouquinho.

Ainda to nessas de série teen. finalmente vou assistir gossip girl e resolvi assistir laguna beach – pq quero assistir the hills.