The Good Wife – In Sickness


Eu perdi a pena pela Alicia – e me incomodei um pouco com The Good Wife – na hora em que ela disse que “Isso torna as coisas mais fáceis” porque, meu Deus, se não é bem isso aí. O programa estava “enganchado” com o casamento de Alicia e Peter e com a simples falta de coragem (ou maneiras) de levar para algum lugar o interesse dela por Will. Ao fazer Alicia perdoar a traição de Peter e resolver aceitá-lo novamente, mas sem precisamente voltar a cair de amores por ele, “The Good Wife” ficou presa nessa situação e a maneira que encontraram para balançar foi com essa traição das antigas entre Peter e Kalinda (“minha melhor amiga”, enche a boca para dizer a Alicia) tirada do bolso como um coringa.

Claro que Kalinda não era melhor amiga de Alicia na época, como Peter faz questão de dizer (e faz diferença, claro), e é verdade que Alicia não tem amigo nenhum (círculo de amizade zero, chega a me dar medo) e só assim para esse companheirismo estar no nível BFF… Alicia tem obviamente todo o direito de estar irritada, mas ela não perde muito a linha – ela continua sendo a ‘boa mulher’, sensata, muda as coisas de Peter, paga os três meses de aluguel dele, explica tudo. A única hora que ela desaba é diante dos filhos – quando Grace tem a cretinice de dizer, ainda que ela tenha somente uns 13 anos acho injustificável, que a mãe deveria “protegê-los mais”. A série passa episódios e episódios mostrando como Grace é amadurecida para colocar uma fala fácil dessas na boca da menina, tão facilmente jogando muita culpa nas costas de Alicia. Achei que faltou sutileza, mas a cena foi bonita de qualquer maneira e qualquer emoção estava valendo.

O confronto direto entre Alicia e Peter não foi lá grandes coisas. Ela revela o que sabe, ele obviamente não nega, mas insiste que mudou, que isso foi há tempos, que a ama muito (esse amor que desabrochou novamente, como ele mesmo disse a Kalinda, mas a gente nunca viu exatamente como, porque, se é mesmo… O Chris North fica tão pouco na série que mal dá pra sentir)… O segundo confronto foi um pouco melhor, com o Peter querendo dar uma insinuada que Alicia está tão disposta a ser a vítima (rs) que não sobra nada para ninguém dizer. “Existe sim, Peter, diga algo que me faça me apaixonar por você de novo!”, ela grita, enquanto ele vai embora.

Outro momento de quase decepção foi quando Alicia volta para casa depois de expulsar Peter e bota uma música. Achei que ela ia sair dançando pela casa e que eu ia morrer assistindo isso, mas felizmente foi só a trilha sonora pruns dois segundos de levanta a cara para Alicia se preparar para afundar no trabalho – e ela esteve bem agressiva no caso da semana, que novamente trouxe de volta a Martha Plimpton, sempre bem.

E fora tudo isso ainda tenho que refletir sobre o que significa a cena final, um pareamento totalmente estranho entre Peter e Cary. Peter obviamente sabe que existe algo entre Alicia e Will – pode não ser algo tão mundano quanto SEXO, mas ele não deixa de ter razão quando afirma que isso “é sobre Will”. De certa maneira é também. Só posso imaginar que ele vá querer usar o Cary para de alguma maneira obter alguma informação, alguma vantagem, qualquer coisa, ligado a Alicia, Will, à empresa. Vamos acompanhar.

No todo, um episódio decepcionante. Espero que a hora da verdade entre Kalinda (que arrumou mais um flerte, um caso sério essa moça) e Alicia seja mais forte. E que Alicia também seja mais forte para seguir adiante para qualquer lado – ficar em cima do muro no casamento para sempre não dá mesmo.

Autor: carol

there ain't no catcher in the rye vamo se jogar!

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