fringe: um começo de temporada sem tropeços

“Fringe” está tendo uma temporada impecável até agora – foram só cinco episódios, mas cinco episódio muito bons, que avançaram consideravelmente a história, a complexidade dos personagens e conseguiram combinar, com sucesso, um ritmo relativamente mais lento com revelações – e tudo isso sem abandonar de vez os monstros da semana! Boa!

Interessantíssimo que neste quinto episódio, “Amber 31422”, nós revisitamos uma famosa cena de “Fringe” e é impressionante como a série mudou de lá para cá. Ver Olívia novamente passando por experiência no limite, sendo “afogada” em água para estimular sua consciência, a fronteira com o outro mundo, seus poderes, evoca diretamente os primeiros experimentos que Walter Bishop fez com ela. Outra época. Pré divisão Fringe, ainda com o Mark Valley, roteiristas ainda hesitantes em pular de vez em um scifi mais hardcore.

Aqui, experimentos similares conduzidos pelo Walternative fazem com que Olívia acabe, lentamente, retomando contato com sua verdadeira consciência. Estou gostando bastante de estar nos dois mundos e já lamento o dia em que isso inevitavelmente termine. O lado de cá, nós vemos, vive mais acuado, com episódios bizarros sendo costumeiros e um prognóstico ruim. Mas os personagens são bacanas – os colegas de Olívia formam um grupo bastante amigável com ela, seu noivo parece realmente se importar e até o Walternative, o favorito ao papel de vilão da série, tem motivos realmente dignos por trás de suas ações. A visita de Walter ao mundo alternativo que culminou com o sequestro de Peter também tirou aquele universo de balanço – e agora ele corre sérios riscos de sumir. Para conter este iminente fim, o cientista inventou um método, criando zonas de quarentena lacradas com âmbar – que “congela” as pessoas que estão por perto – não as matam, fato que não revelado ao público, somente as colocam em uma espécie de hibernação.

As ações de Walter acabaram prejudicando o mundo “Do Lado de Lá” e Walternative está lutando como pode para mudar isso. Certo que ele realmente tem um ar vilanesco – enquanto o nosso Walter tem aquele carisma dos distraídos -, mas ele ser visto como herói por lá significa simplesmente que “os vencedores escrevem a história”, como disse um crítico gringo, ou ele de fato é um herói? Por mais mentiras e segundas intenções que ele possa ter, Walternative ESTÁ salvando seu mundo e ele foi duplamente prejudicado por Walter, sim. Para seu plano dar certo, ele precisa de Olivia – mais especificamente, de suas habilidades únicas. Tem também a misteriosa máquina que somente Peter pode operar – para duas teorias sobre elas, uma delas bem interessante, que envolveria TROCA DE CONSCIÊNCIA DE TODOS, leiam esse artigo do Doc Jensen.

Só nos resta crer que, do lado de cá, Fauxlivia também vá começar a se sentir mais envolvida com o pessoal (verdade que não sabemos como Olívia, lá no lado B, vai se sentir com relação aos ‘amigos’ agora que sabe o que sabe). A Anna Torv disse em uma entrevista que imagina que as coisas acabem por ficar confusas para ela também. Eu já disse e repito: gosto mais dessa Olívia com Peter, não sei bem porque. O outro casal nunca me convenceu – embora eu saiba que é “verdadeiro”, com o Peter aparecendo aqui, novamente, como a intrínseca consciência de Olivia. Fauxlivia parece mais mundana e prática, bem como Peter. “Nossa” Olívia segue tendo alguma barreira, algo de etéreo… Mas tergiverso. Voltando: está tudo misturado, os personagens estão mais sutis do que nunca e muitas motivações estão em jogo. A ver.

As histórias da semana estão funcionando melhor em parte porque existe mais tensão entre os personagens – sabendo que a Fauxolivia não é, bem, Olivia, e também vendo a original do lado de lá, em toda uma nova dinâmica – em parte porque também se prestam a outras coisas (como em “The box” ou no episódio dessa semana, quando tudo com os gêmeos refletiram o que Olivia passava) e mostram conexões entre os dois mundos (como parece que vai ser o dessa semana:

Vou tentar voltar a escrever semanalmente sobre “Fringe” porque das séries antigas é a que está tendo a temporada mais interessante, sem nenhum grande passo em falso até agora, realmente em outro nível. Quando comecei a assistir a série, procurem aí nos arquivos, achava cheia de bobagens e erros de execução. Se a segunda temporada melhorou consideravelmente o nível, tornando até os fillers mais envolventes, agora parece que os roteiristas acertaram a mão de vez e “Fringe” está vivendo plenamente seu potencial. Aguardando ansiosa para ver para onde vai o plano do Walternative, como Olivia vai agir, agora com sua consciência de volta, e quando o pessoal do mundo “original” vai perceber que a casa caiu!

Autor: carol

there ain't no catcher in the rye vamo se jogar!

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