fringe – 03×01 – olivia

Ah, que jornada tem sido esta de “Fringe”… Depois de muitos altos e baixos, ameaças de cancelamento (sempre uma possibilidade, aqui) e uma irregularidade daquelas (episódios brilhantes seguidos de fillers bizarros e, digo mais, os FILLERS BRILHANTES), a série chega a sua terceira temporada com força total mas também com configurações muito diferentes. É quase como se os roteiritas estivessem nos pedindo para dar uma chance a uma série diferente – Olivia perdida no universo paralelo, quase nada do Bishop e do lado “de cá” e, digo mais, nem senti muita falta.

Foi um episódio muito solitário neste sentido. Embora outros personagens tenham aparecido – os parceiros preocupados da Fauxolivia, um deles se recuperando de uma queimadura, o Walternative maligno, os próprios Peter e Walter inocentes de tudo (Peter até encarando um clima romântico com a Fauxolivia) – foi muito uma jornada isolada de Olivia. Sozinha e abandonada no universo alternativo, consciente de que ninguém que possa lhe ajudar sabe que ela está presa ali, Olivia acaba tendo que lutar com sua própria consciência e sanidade quando Walternative começa a usar tudo que pode para confundir nossa heroína e implantar falsas memórias nela.

Olívia resiste e consegue fugir, sequestrando um taxista para ajudá-la a chegar até seu ponto de escape – justamente a igreja por onde ela e os outros chegaram, em primeiro lugar. Para tristeza geral da nação, entretanto, a igreja é explodida e Olivia se vê sem rumo. O que fazer a seguir? É um episódio muito envolvente em que nos vemos o tempo todo lado a lado de Olivia em sua jornada solitária – nós e, lentamente, o taxista, somos seus únicos aliados.

E vemos o plano do Walternative (com que fins? Usar a Olivia e seus poderes?) começar a dar frutos quando Olivia acaba dando um tiro com uma mira absurda, digna da Fauxolivia, e finalmente na emocionante cena em que ela acaba se confundindo, quando vai instintivamente para a casa da mãe e tenta, em vão, reagir. Ela é subjugada por seus próprios sentimentos e também sua consciência e acaba reconhecendo aquela mulher como sua verdadeira mãe. Ou será que ela está fingindo? Verdade que suas memórias e sentimentos estão confusos e ela já age como a falsa, por reflexo, mas a “nossa” Olivia certamente ainda está ali! E kudos para a Anna Torv, geralmente tão monotomética e parcamente exigida, pelo excelente trabalho nessa premiere.

O que vai acontecer eu não sei, mas gostei tanto desse episódio que estou até um pouco desanimada de voltar para o nosso universo original (episódios ímpares serão no paralelo e pares no original, por um tempo), especialmente com essa coisa horrível de romance entre Peter e (ainda que falsa) Olívia.

Fringe
Fox
Terceira temporada
Episódio um
Escrito por J.H. Wyman & Jeff Pinkner
Dirigido por Joe Chappelle

Promo de “The Box”, segundo episódio (já com uma cara mei monstro da semana, rs)

Autor: carol

there ain't no catcher in the rye vamo se jogar!

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