hellcats – primeiras impressões

Uma estreia surpreendentemente boa para a CW. Claro que ninguém que vai assistir “Hellcats” espera ver alguma coisa revolucionária (acho eu), mas para o tipo de programa que a CW faz e considerando o target – que eu acho que é até levemente mais abaixo, em idade, do que das outras séries do canal -, “Hellcats” teve dois episódios com 40 minutos de história redondinha. A série consegue até ser esperta e ter uma auto-consciência interessante. E, para mim, que nunca vi “High School Musical”, uma grata surpresa é a boa e carismática interpretação da Ashley Tisdale.

A série é baseada no livro da jornalista Kate Torgovnick (Cheer: The Secret World of Collee Cheerleaders), que faz uma análise sobre o mundo das cheerleaders na universidade e, inevitavelmente, dá uma humanizada naquelas que em séries adolescentes são sempre as vilãs, pessoas superficiais, bitches. Claro que a série também mostra este lado – a competitividade exacerbada misturada com uma vaidade que parece inerente às cheerleaders -, especialmente no papel de Alice, a garota que se machuca e não reage bem à possibilidade de ser substituída e perder seu lugar.

A história é protagonizada por Marti, uma estudante que sonha em ser advogada e que se vê tão sem opções ao perder a bolsa de estudos que resolve ser cheerleader só para ganhar o auxílio e continuar podendo se manter na universidade. Marti é esperta, safa, com boas referências, é gente que faz e que sempre se virou, especialmente por ter somente sua mãe como apoio – e a mãe é daquelas clássicas cheias de boa intenção mas distraídas, exageradas e que acabam mais atrapalhando do que tudo.

Com seu estilo “diferente”, Marti acaba conquistando a vaga da machucada Alice, que vai fazer de tudo para atrapalhar sua estadia com as Hellcats – no segundo episódio, vemos no que dá um convite maldoso que ela faz para a mãe de Marti ir assistir às eliminatórias, logo depois de ouvir a garota contar que a presença da sua mãe, especialmente depois de um vexame memorável, a deixa nervosa.

Além destas personagens, a série conta ainda com Savannah, a cheerleader perfeitinha e ingênua interpretada com muito bom humor e carisma pela Tisdale, e Dan, melhor amigo de Marti que se interessa por Savannah. E, adicionem mais drama, Lewis, ex-namorado de Alice, fica instantaneamente atraído por Marti. No núcleo adulto, as histórias continuam, como todo drama teen, com uma vibe adolescente: a treinadora das cheerleaders, que namora com o médico da equipe, tem um passado que pelo jeito vai vir à tona com o novo técnico do time de futebol – o time, por sinal, nem deu as caras ainda, acho que tem potencial aí também.

Produzido pelo Tom Welling, o seriado teve uma boa estreia – e o segundo episódio conseguiu segurar o ritmo da audiência (como, por sinal, “Nikita”, até agora. Não assisti esta ainda. Vamos aguardar o que vem pela frente.

Hellcats
CW
Primeira temporada
Episódios 1 e 2 (A World Full of Strangers e I Say a Little Prayer)
Escritos por Kevin Murphy e Jennifer Schuur
Dirigidos por Allan Arkush

Promo do terceiro episódio:

Autor: carol

there ain't no catcher in the rye vamo se jogar!

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