true blood – 03×12 – evil is going on

Uma finale decepcionante que encerra a pior temporada de “True Blood” de maneira condizente. O que já foi um CARROSSEL de emoções com tantos personagens carismáticos e necessários à história agora perdeu a mão em um bando de plots que raramente se encontram e a sensação é de que estamos vendo programas completamente diferentes.

A temporada passada já teve um pouco isso, mas pelo menos reserveram um episódiozinho – assim, manteve a sensação de pressa e nas coxa de sempre de TB – para reunir todos os personagens debaixo de uma mesma história. Neste “Evil is Going On” ficou muito claro como os roteiristas foram longe demais e se embananaram. Sempre admirei a capacidade dos caras, liderados pelo Alan Ball, de manter “várias bolas no ar” ao mesmo tempo mas enquanto via Jason lutando para defender Crystal, Lafayatte ainda na nóia do V, Sam confessando sua condição – em uma cena sem qualquer peso – para Tara eu me perguntei exatamente o que estava assistindo.

“True Blood” sempre foi um ensemble show, mas agora está meio “Shortcuts”. Nada com nada, os protagonistas meio sem protagonismo, uma coisa séria. Pior ainda que a história “principal” não esteja muito envolvente e seja basicamente reduzida a um triangulo amoroso – primeiro é o Bill querendo parecer bem na fita, depois o Eric. E, vou te contar, sou pró-Sookie e acho os haters meio pé no saco, mas esse lado dela briguei-flerto-com-outros é boring.

As grandes revelações da temporada são: Sookie ser uma fada e Bill ter ido atrás dela mal-intencionado, a mando da rainha. Nenhuma das duas teve grande impacto – impressionante como foi sem peso a “descoberta” que a Sookie fez, até mesmo porque eles já estavam estremecidos e ela prontinha para acreditar de imediato no Eric.

Todas as demais linhas narrativas estiveram desconectadas e, pior, absolutamente sem prover diversão. A gravidez absurda de Arlene, Lafa e seu namorado, Jason – que caiu de um cara que era sempre engraçado para um clueless tão exagerado que passou do ponto – e sua namoradinha com poderes, Hoyt e Jessica num vai não vai esvaziado de emoções. É muito estranho – é como se “True Blood” tivesse perdido completamente seu mojo. Embora eu tenha gostado de novos personagens como Russell e , a única vez que me senti realmente investida foi no “4 Crimes”, único episódio que gostei, quando parecia que Bill estava dividido e, mesmo fingindo, se entregava a antigos hábitos com certo prazer. Aquilo foi bom. O resto…

Até Godric, que aparece nessa finale, é exatamente o mesmo, a personalidade a la Jesus, pregando o perdão, e parece cafona e deslocado. A falta de ritmo ao entrelaçar as histórias acabou deixando a finale anticlimática também e, sinceramente, as duas principais deixas para a quarta temporada não são lá muito empolgantes – Sookie indo embora na nave mágica das fadas e Bill lutando com a ancestral rainha… Mas, anyways, devo voltar na quarta temporada. Talvez volte a este post mais tarde, também, quando a poeira da decepção tiver baixado, e fale mais especificamente sobre o episódio.

True Blood
HBO
Terceira temporada
Episódio doze
Escrito por Alan Ball
Dirigido por Anthony Hemingway

Autor: carol

there ain't no catcher in the rye vamo se jogar!

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