Top 10: Casais

Uma das graças de assistir um seriado é poder acompanhar o nascimento, desenvolvimento e tudo o mais de um casal. Sim, eu sei que tem gente que acha um saco & perda de tempo, mas para que se negar ao prazer de uma shipperiazinha aqui e ali? Sempre fui contra quem assiste série só por shipper, até porque dificilmente essa pessoa vai conseguir ficar satisfeita, mas mantendo as coisas em perspectiva não posso negar que curto muito.

O critério dessa lista é puramente pessoal, baseado nas histórias e essencialmente na EMPATIA. Possivelmente há spoilers aí, mas só para quem não acompanha/acompanhou as séries.

Menções honrosas

Lorelai e Luke (Gilmore Girls)

Possivelmente deveriam estar na minha lista principal, mas hoje acordei numa vibe NEM. Ainda assim, gosto muito do casal e foi das coisas mais emocionantes na minha história PESSOAL com a tv vê-los acontecer depois de tantos anos de promessas e alusões. Pena que depois que aconteceu teve muitos momentos em que LIDARAM ERRADO, mas no duro, no duro, tudo ficou certinho no reino da Dinamarca.

Peter e Trudy (Mad Men)

Sei que os dois estão longe de ser um casal saudável mas, como pontuei na minha crítica sobre a finale da terceira temporada, é uma delícia ver como eles funcionam bem. É um casamento naquele sentido mais duro de PARCERIA mesmo e adoro como Trudy conhece tão bem o Peter e como os dois agem tão calculadamente em busca de seus objetivos – ser, afinal de contas, um casal de sucesso. A Alison Brie aparece pouco na série, não é regular, e isso só mostra a força dos roteiristas de Mad Men, que conseguem criar tão facilmente uma personagem marcante. Dois grandes momentos deles na terceira temporada: o maravilhoso charleston e a negociação entre Pete, Don e Roger – com Trudy ouvindo tudo de outro cômodo e gritando o marido na hora certa.

Jason e Amy (True Blood)

Como pode se gostar tanto de um casal que durou, o que, três episódios? Amy representa o momento definitivo que cai de amores por True Blood, representa o dia deitada com Thiago assistindo a primeira temporada em dois lances e rindo muito, gostando a vera de tudo, pensando WHAT THE HELL e coisas afins. A Lizzy Caplan surgiu das BRUMAS DA MINHA MEMÓRIA ainda como a garota esquisa de Mean Girls toda hippie, sexy, insana – e se pegando com o JASON. Essencial. Sofri muito com a saída dela na série – fiquei decepcionada mesmo.

Sidney e Vaughn (Alias)

Te dizer que ser shipper em Alias sempre foi das coisas mais ingratas do mundo. Simplesmente não valia a pena e por isso que desisti um pouco e acabo jogando eles aqui nas MENÇÕES HONROSAS por desencargo de consciência e pela lembrança gostosa do passado em que passava dias esperando qualquer porra acontecer com esses dois. Série de ação não taí pra shipperia. E para ser sincera os dois sequer chegavam a ser um casal muito carismático – o Vaughn e toda sua inexpressividade, blas.

10) Christopher e Adrianna (Sopranos)

Nossa honrosa décima colocação. Olha só para eles aí encima: tem como não amar? Sabemos que as coisas não terminam bem para esse casal, mas durante todo o tempo em que tivemos os dois na série foi um sopro no coração.  Gosto muito dos dois per si e apesar de todos os vícios do relacionamento dos dois era claro e ululante que eles se amavam. Quando Adrianna se vai parte um pouco do meu coração.

9) Walter e Skyler (Breaking Bad)

Sei que é uma escolha um pouco anacrônica – afinal, vejam onde deixamos os dois na season finale da segunda temporada: casamento falido, um monte de mentiras, Skyler saindo de casa e com medo claro de descobrir que porra seu marido anda fazendo (traficando drogas, apenas). Na terceira, então… Tendo dito isso, assistam ao início da série, está tudo ali. É tão bonito e tão crível o relacionamento dos dois. E não sei como tem gente que acha a Skyler chata, considerando tudo que está acontecendo na vida de Walter ela não faz e enche mais o saco do que deveria fazer, né??

8 ) Alex e Izzie (Grey’s Anatomy)

Gosto de todas as partes do casal: o início, que foi na implicância, a fase meio vergonha da Izzie por estar ficando amiga do Alex, a pegação primeira, a gentileza do Alex quando toda coisa-Denny aconteceu (e eu gostava do Denny), depois quando fizeram o revival dos dois – e depois fizeram ainda OUTRO REVIVAL e este pós-Rebecca foi ainda melhor… A combinação algo improvável entre Izzie Stevens e Alex Karev sempre foi uma das minhas coisas preferidas em Grey’s Anatomy. Acho que nunca conseguiram estragar os dois pra mim – mesmo com o monte de merda que aconteceu no final. Eu inclusive gosto bastante da cena do passa-fora que o Karev dá na Izzie, no último episódio que a Heigl aparece.

7) Jim e Pam (The Office)

Como não amar Jim e Pam? É impossível. A amizade que ajuda a superar as dificeis horas de trabalho (e os colegas sem noção), o relacionamento proibido (Pam era noiva, depois teve a Karen etc), a fofura eterna de Jim – e Pam é legal também, vai. O casal é muito fofo, teve uma história bonita e n’um crescendo e teve o melhor casamento de todos os tempos. Gosto demais.

6) Sandy e Kirsten (The OC)

Admito que não vi todos os episódios de OC, embora tenha vistos até mais do que deveria, considerando que nunca foi uma série que acompanhei. O quarteto adolescente só fazia me irritar e confesso que a única coisa que eu gostava era de Kirsten e Sandy. Fala se eles não eram muito mais interessantes que Marissa, Ryan, Seth, Summer? Claro que lá pra frente deram uma derrapadinha com o Sandy e a Kirsten engravidar foi um pouco over the top, mas fecho com os dois até o fim.

5) Eric e Tami (Friday Night Lights)

Um casal plenamente adulto – digo isso porque alguns casais “adultos” têm mais drama adolescente que os adolescentes -, casado, com problemas de gente casado e ainda assim totalmente apaixonante, até mesmo pelo próprio fato essencial de serem tão apaixonados ainda. A sensação de equilíbrio e de porto seguro inabalável que os Taylor passam só pode ser compreendido plenamente por aqueles felizes seres que têm FNL no coração. Os dois são uma certeza em uma série que é uma certeza para quem acompanha. Bom demais.

4) Desmond e Penny (Lost)

Em meio ao (bocejo) quadrado amoroso, acho que existem poucas dúvidas de que a verdadeira GRANDE HISTÓRIA DE AMOR de Lost é a de Desmond e Penny. Claro que ajuda o fato do brotha ser um personagem superinteressante, com um arco dramático bem feito e até mesmo uma sensação de épico, mas, bem, os fatos são esses.

3) Ned e Chuck (Pushing Daisies)


Mas que bebês. Muita gente não se guenta com Pushing Daisies porque é aquele DOCE até dizer chega, mas tem coisa mais linda do que o wrap-kiss ou os dois dançando com roupas de apicultor? É claro que passa longe de uma representação naturalista, afinal toda a série tem um tom meio de fábula, mas isso não é algo desabonador, não é mesmo? Não aguenta, não desce pro play.

2) Jess e Rory (Gilmore Girls)

Não sou, tradicionalmente, uma pessoa muito fã de bad boys, antiherois e tudo mais. É bastante natural que eles estejam na moda nesse tempo em que vivemos – é muito pós-moderno e talz. Mas, geralmente, a grande complexidade desses persongens é uma equaçãozinha de primeiro grau que me deixa muito mais irritada do que alguém preocupado em ser bom moço – o que me parece inclusive um desejo muito legítimo. De todo modo, há uma FINA LINHA que separa um antiheroi de um avatar de antiheroi e às vezes é difícil até mesmo para mim entender porque adoro o Jess e não caio muito de amores por, sei lá, o Sawyer. Não é só a questão do proto, tem outras coisas nesse caldeirão aí, mas não sendo o tema aqui tratado, vamos parar por aqui. A verdade é que sempre adorei o Jess e até hoje acredito piamente que dos três namorados sérios que  a Rory teve na série ele foi o que deu melhor encaixe (ainda que os outros dois tenham seu valor e tenham servido bem ao que se prestavam no momento em que foram alguém em questão).   A natureza dos dois era essencialmente muito diferente, mas essa atração entre opostos tinha um gosto bom de familiaredade pelas coisas vitais que tinham em comum. Serei eterna para todo sempre nesse casal.

1) Eric e Donna (That 70’s Show)

É bobagem dizer que meu casal preferido está numa série boba sobre adolescentes maconheiros nos anos 1970? Acho que não. Nunca um casal de amigos que virou namorado foi tratado com tanta sensibilidade e pouco sentimentalismo piegas como em That 70’s Show – e eles nunca perderam realmente a dimensão amizade/pertubação da coisa. Até o fato dos dois serem tão incompatíveis fisicamente – Donna tão grande, Eric todo magrelo – acrescenta algo de cativante e carismático ao casal. s2.

Autor: carol

there ain't no catcher in the rye vamo se jogar!

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