flashforward – 01×13 – blowback

Finalmente encontrei a disposição e o estado de espírito adequados para encarar os episódios em que estava atrasada em FlashForward. Tento assistido até o dezenove, i.e. estando já acompanhando novamente no ritmo dos EUA, posso dizer que a série decresce em seu potencial bomba mas ainda está longe de ser boa. Os atores são ruins, tem muita cafonice (não-assumida, diferente de V, que brinca com essa vibe anos 80 que tem) e o roteiro simplesmente escolhe os caminhos mais ridículos de vez em quando.  Apesar disso, a dimensão de que ali no fundo, embaixo de tantos erros, EXISTE uma história que vale a pena ser contada volta a aparecer nesse final de temporada – infelizmente talvez seja muito pouco para a série, que está mais pra lá do que pra cá, dizem os palpites sobre renovação.

Esse episódio, porém, ainda pende mais para o lado FRACO da corda. Toda essa história de Jericho e a trama de Aaron e sua filha são tão absolutamente chatos. Eu sei que deve se pagar alguma hora – e já imaginava antes de ver – com a organização tendo alguma ligação mais direta com os fatos, com o apagão e tudo mais, mas é impressionante como FF tem dificuldade em construir uma história com personagem que seja tocante. Nunca sinto uma mínima aflição na busca de Aaron pela filha, simplesmente não consigo relate, só torço para que passe rápido.

Zoe, por sua vez, decide tomar uma postura mais pró-ativa para tentar salvar a vida de Demetri. Foi um pouco forçado, mas pelo menos essa história tem mais pathos – possivelmente, são os melhores personagens em termos de EMPATIA que a série tem – e dá para se importar com Zoe e seu medo em perder o noivo, sua tentativa de forçar com o FBI, sua vontade de se envolver mais para poder impedir a cadeia de eventos que levará à morte do cara, imagina-se.

Quanto a Mark trabalhando com Floyd, puro constrangimento, porque esse triângulo que os dois formam com Olivia é sem dúvida a pior coisa da TV no ar no momento. Mas os dois percebem que estavam trabalhando juntos no futuro e que é importante que ponham as diferenças de lado para que cheguem a algum lugar em relação à investigação. Mark está disposto a correr risco de aproximar Floyd de sua vida para resolver o caso, que se torna sua prioridade. Kudos!

Vamos chegando perto do fatídico dia 29 de abril e acho que é essa tensão que ajuda a série – é inevitável que as coisas se movam e embora FlashForward continue extremamente abaixo do que prometeu já não dá vontade de arrancar os olhos quando assistimos (bom, talvez o Joseph Fiennes ainda sucite isso em mim).
FlashForward
ABC
Primeira temporada
Episódio treze
Escrito por Lisa Zwerling & Barbara Nance
Dirigido por Constantine Makris

Autor: carol

there ain't no catcher in the rye vamo se jogar!

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