parenthood – 01×02 – man versus possum

Em seu segundo episódio, Parenthood segue a fórmula já mostrada no Piloto: uma temática que vai permeando todos os relacionamentos da série, um olhar sobre as mais diversas formas de ser pai (ou mãe), que é do que trata o seriado, e sempre aquele clima de família que se adora – então as comparações com Brothers & Sisters continuam inevitáveis. Para mim, algo ainda parece “off” na série, tem algo que não fecha direito, sinto algo faltando. Talvez seja o costume – mas Brothers & Sisters, que é mais esquemática e menos sofisticada, deu clique de primeira, por exemplo.

Continuamos acompanhando a luta de Adam e Cristina para entender mais da doença de que Max sofre, a síndrome de Asperger. A visita ao casal vizinho que tem um filho com o mesmo caso é meio que too much – a forçação e tudo, a falsa graça – mas serve a seu ponto. Deixa os pais aflitos, sufocados, percebendo que é uma grande mudança, um passo definitivo, que suas vidas está prestes a mudar de logística.

Sarah também segue em sua luta para arrumar um emprego, se reerguer, recuperar sua independência. Depois de anos trabalhando em um bar, ela hesita antes de seguir o conselho (e a pressão) do pai e tentar um emprego mais ambicioso, como designer, valorizando suas habilidades artísticas. O que ela não sabe é que o sr. Braveman também vai até Adam pedindo para ele dar uma forcinha para a irmã conseguir o emprego. E Sarah quase consegue: ela vai bem, agrada, é contrada – só para em seguida ser dispensanda e ainda descobrir que teve influência do irmão, o que coloca uma sombra no que tinha pensado conseguir por si só.

Para coroar, a filha está tendo problemas no colégio, que quer que ela volte uma turma… E meio que se torna uma questão de honra para Sarah que o colégio não atrase sua filha, que ela não leve mais isso nas costas e tudo… Ainda nesse episódio, Sarah permanece sendo a personagem que eu mais me identifico (em partes talvez seja a Lauren Graham) embora obviamente Adam tenha um carisma e uma centralidade que adianto logo que o fazem roubar essa posição em breve ;)

Restam Crosby, que continua não admitindo para a namorada/noiva que tem um filho de cinco anos que apareceu em sua vida. Aqui, ele mente diretamente para se livrar de um final de semana com ela e passar tempo com Jabbar. E as cenas pai-e-filho mezzo engraçadas são só isso, mezzo engraçadas, o que é meio tédio também…

Julia também segue tendo a mesma história se desvelando episódio após episódio (não serei injusta com ela, todos têm a mesma história se desdobrando, claro). Ainda assim, a dela parece a mais repetida. Tensão entre carreira-família, ciúmes da preferência óbvia que a filha tem pelo pai… E aí tem aquela tensão com a mãe dona de casa. É meio datado também – anos 00, acho que todos já sabem que o filho não vai crescer traumatizado porque a mãe trabalha – mas tudo bem, o peso da culpa etc… De qualquer sorte, a história fica meio sem sutileza nenhuma para os dois lados (quando Julia acaba insinuando que Racquel não faz nada é agressivo e desnecessário também, as duas maneiras de criar os filhos estão CORRETAS per si) porque tem tanta gente no programa que tudo acaba meio apressado.

Não deixa de ser decepcionante em certo nível. A gente vê JASOM KATIMS e quer logo mais-mais-mais.

Parenthood
NBC
Primeira temporada
Episódio dois
Escrito por Jason Katims
Dirigido por Lawrence Trilling

Autor: carol

there ain't no catcher in the rye vamo se jogar!

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