lost – 06×11 – happily ever after

Se há uma CONSTANTE em Lost (e se me permitem ser INFAME) é que os episódios de Desmond sempre são bons. E “Happily Ever After”, a primeira participação mais efetiva do brotha na temporada final, não trai esta verdade: é um episódio muito bom, envolvente, que avança significativamente a trama – reparem que apesar do Des sempre ter HISTÓRIA para segurar só com isso ele é tão único e intrinsecamente ligado a tudo que nenhum de seus episódios não dá respostas ou leva as coisas para outro nível. Esse era o episódio épico que todos estavam esperando – muito mais do que o “Ab aeternum”, acho, que botou as pedrinhas no lugar, verdade, mas não DESESTRUTUROU como esse aqui.

Então agora finalmente percebemos algo mais direto sobre o flash sideway. Ele existe de fato, é resultante de algo que modificou a timeline original (a bomba, como quer crer Daniel? Provavelmente) e está “errado”. Pelo menos é essa a sensação que dá: as coisas não estão certas e precisam ser corrigidas – ao final do episódio, Desmond está disposto a ir atrás de todos os passageiros do voo 815 para “lhes mostrar algo”. Porque essa realidade seria a errada, não sei dizer. Certamente ela está bem melhor para alguns dos losties – Locke está para se casar com Helen (vs. Locke sendo jogado de lá pra cá na ilha), Ben tem uma relação saudável com o pai e com Alex (vs. Ben tendo matado o pai e causado a morte de Alex, de certo modo), Jack consegue superar seus daddy issues (vs. bem, vocês sabem). Enfim. Eu gostaria de entender mais porque deve ser corrigido – é por ser derivada da outra? Foi um incidente único? O fato de ter acontecido uma vez me dá a ideia de que poderia, em tese, ter acontecido várias vezes (uma vez é nunca, mas uma vez também é sempre).

Charlie gostaria de viver na realidade que nós conhecemos primeiros e aprendemos ser a original. Daniel também. Os dois entreveem um mundo possível, um amor que poderiam ter tido, e isso os deixa inquietos diante do que não têm. “E se isso… tudo isso… e se isto não fosse para ser nossa vida? E se nós tivéssemos outra vida e, por alguma razão, nós mudamos as coisas? Eu não quero detonar uma bomba nuclear, sr. Hume. Acho que já o fiz”. O Daniel dessa realidade é músico, não físico, e precisa de ajuda para entender as anotações estranhas que fez em seu diário depois de ver Charlotte no museu onde ela trabalha. Ele também não é Faraday, é Widmore, e parece não ter sido forçado a algo por sua mãe – seguindo o que seria sua verdadeira vocação. Ainda assim, ele sente um vazio em sua vida.

É o vazio da vida de Daniel, de Charlie e do próprio Desmond, que é um homem que só tem ao trabalho e se satisfaz na aprovação do chefe, que parecem tornar essa realidade “errada”. Falta algo, as coisas estão fora de lugar – mas como eu disse, e os outros? O episódio é bem ROMÂNTICO nesse aspecto. Falta AMOR aos três e isso esvazia o mundo de sentido – mas enquanto Des parece encontrar novamente um caminho que o leva a Penny os outros dois tão meio que perdidos. É curioso também que os dois personagens que pareçam pressentir algo de diferente sejam Daniel e Charlie – que estão mortos na timeline original. E, depois, claro, o próprio Desmond tem umas visões que o pertubam – envolvendo Penny e a própria morte de Charlie, em uma cena muito forte (e algo assustadora, acrescento).

Agora Desmond é um homem com um plano, nas duas realidades. Depois de conversar com Charlie, Daniel e finalmente conhecer Penny e passar a imaginar que eles têm razão, está decidido a fazer algo. Na ilha, ele parece se lembrar do que viu e acorda da experiência com o eletromagnetismo disposto a ajudar Widmore no que for – parecendo crer que realmente precisa fazer algo para pôr as coisas no lugar e também percebendo que não importa ONDE, QUANDO, COMO ele SEMPRE terá Penny. Ele agora é um homem com um propósito – embora os COMOS não estejam claros – e sequer hesita em seguir Sayid, que mata os capangas de Widmore para conseguir “resgatá-lo”. Muito curiosa para ver o que vem a seguir.

PS_ E a Eloise Hawking? (ou aqui Widmore). Também aqui ela parece saber mais, recusando-se a permitir que Desmond veja a lista em que (aparentemente) consta o nome de Penny, dizendo que ele deve “parar de buscar” o que quer que esteja buscando e que ele “não está preparado”. Quem é Eloise? O Widmore parece bem apenas um cara de negócios, de fato, mas Eloise é mais do que uma dondoca que quer tudo do seu jeito – ela parece, ainda, SABER de tudo. Aqui uma análise sobre o possível envolvime de Eloise na questão (teoria, mas vale a pena dar uma olhada, é interessante). E quem porra é a mãe da Penny? Hahaha.

PPS_E o Minkowski? Belo PARCEIRO.

PPPS_ Será que os outros também vão gradualmente lembrar de algo da “outra vida”? Acho provável.

Promo do Everybody Loves Hugo

Lost
ABC
Sexta temporada
Episódio onze
Escrito por Damon Lindelof & Carlton Cuse
Dirigido por Jack Bender

Autor: carol

there ain't no catcher in the rye vamo se jogar!

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