skins – 04×08 – everyone

A season finale da quarta temporada de Skins – e o que é o ponto final da segunda geração na série, independente de haver um filme depois ou não – foi até bastante comedida, convencional e distribuiu finais felizes. Nada contra, mas de certa maneira eu senti como se o ciclo se encerrasse como começou – ao menos para gente como Cook e, talvez, Effy.

Encerrar a temporada com um Cook alucinado indo para cima do psicólogo gritando “Sou Cook” (frase canastrã demais, que nem “I’m Chuck Bass”) é meio bobo. Cook foi ficando mais palatável, mostrou ter sentimentos (claro), admitiu usar uma máscara (claro), mas aí botam o cara para encerrar sua participação na série numa vibe old Cook horrível. Inclusive, para mim, diminuiu um pouco o impacto de termos visto Cook sofrendo pelo sumiço de Freddie e tentando reecontrá-lo – ainda que tenha entrado nessa meio à força, depois que Karen insistiu que ele devia isso ao amigo. Cook sofre, vaga, pensa que também ama Effy e, como a garota, tem um momento de conexão com Freddie – uma coisa meio sobrenatural que achei nada a ver. Esse final, essa reafirmação eterna do Cook meio personagem aconteceu na terceira temporada e volta agora e ficamos com a sensação de que Cook sempre vai ser alguém assim, que empurra a vida na vibe ficção. Achei um retrocesso.

A história de amor entre Thomas e Pandora ainda encontrou de tempo de quase ter uma bifurcação, com Katie de repente percebendo que tem sentimentos pelo garoto e recuando diante disso. Ainda assim, a resolução dessa história pareceu meio fortuita, com os dois (T/P) se acertando depois de um daqueles diálogos alusivos que Thomas consegue manter com todos e a promessa de um futuro longe dali. JJ, então, não tem nada mais do que uns cinco segundos em cena, segurando o bebê de Lara. O arco dele nessa temporada foi absolutamente auto-suficiente, tanto por envolver pouco os outros personagens como por estar praticamente contido no seu próprio episódio.

Apesar da minha forte convicção de que Naomi e Emily iam se acertar, nem que fosse pela pressão absoluta da audiência, que elegeu o casal como O CASAL, no episódio a coisa está meio em aberto. Existe esse momento em que Emily pode tanto ir para um lado como para outro e depois a situação se inverte e Naomi parece ser tão capaz de insistir na história quanto de dar no pé. A maneira como lidam com as duas não deixa de ser algo óbvia, mas ainda assim é bem feita, especialmente no início, com aquela garota que Emily estava tendo um caso (Mandy) dormindo lá e Naomi não querendo enxergar e tratando-a apenas como uma amiga da namorada. Quando tudo explode, inevitavelmente (numa cena meio ruim, não gostei dessa atriz que faz a Mandy), Naomi fica profundamente magoada e os papeis meio que se invertem – ainda que Emily nem corra atrás dela e diga um “Eu te amo” meio resignado, que lembra quando ela voltou para a casa meio que por falta de opções, aprisionada pelo sentimento que tem por Naomi.

No final, esse discurso do medo que Naomi dispara (medo de me assumir de vez, de encarar a verdade, de me jogar de vez, enfim, o clássico MEDO DO AMOR) é meio ás na manga, mas vá lá. Foi uma cena forte, bonita e proporcionou o momento de shipperia para a audiência, porque fora isso não teve muito mais que a alusão Thomas-Pandora. Todos tiveram um fim relativamente bom, mas meio low profile, tranquilo (exceto Freddie, claro, que se fodeu bonito).

Quanto a Effy, não há muito a dizer. Começa abalada pelo sumiço de Freddie, pensando que ele o abandonou, sendo animada pelos amigos, e depois parece encontrar algum conforto. De onde ela vai daqui é difícil de dizer, mas confesso que não sentirei falta nenhuma dela. Apesar do nível das duas primeiras temporadas ser de fato melhor, sinto que me apeguei mais aos personagens da segunda geração (porque sinceramente, Tommy, Sid, Michelle, tudo paunocu demais) e imagino que vá sentir um pouco de falta deles.

O que até é meio bombástico, porque ainda me lembro do choque de ver o 3.01 e pensar WHAT THE HELL?? Muito desse humor louco e sem-graça que os roteiristas perseguiram sem sucesso, as peças dispostas no tabuleiro muito calculadamente, enfim, uma coisa muito chocantemente pior do que o que estávamos acostumados.

Apesar de tudo isso, de nunca ter sido impecável, de querer marcar posição fazendo coisas tão bizarras quanto improváveis (toda aquela coisa de Thomas e a droga na season 3, essa coisa do psicólogo agora) e de vez ou outra cair num moralismo absurdo, Skins ainda merece todos os louros por jogar luz em temas e abordagens que são muito interessantes e reais – e muitas vezes de maneira bonita e bem feita. Fora, claro, toda a qualidade técnica da série – bela direção, fotografia sensacional, boa trilha sonora. E que venha a nova geração!

PS_E a galera dançando Cant get you out of my head? Cook tem ritmo! rs

Skins
E4
Quarta temporada
Episódio oito
Escrito por Bryan Elsley
Dirigido por Daniel O’ Hara

Autor: carol

there ain't no catcher in the rye vamo se jogar!

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