grey’s anatomy – 06×18 – suicide is painless

Desde que Teddy apareceu, todo mundo disse que ela teria sua história mais explorada e seu passado com Owen explicado. A Kim Raver disse, a Shonda disse, enfim. Esse “Suicide is Painless” parecia que ia enfocar o relacionamento algo conturbado de Teddy e Owen no presente e ao mesmo tempo se debruçar sobre questões do passado dos dois, com um flashback sobre o tempo que passaram juntos como médicos no Iraque.

Foi um episódio estranho e diferente para Grey’s. Já tivemos recentemente o flashback de Ellis e Richard, que também foi bem diferente, mas ali estava n’um contexto de histórias lembradas. Pela primeira vez temos um flashback que serve de espelho para uma situação do presente. Vemos Owen tendo problemas em aceitar o suicídio assistido de uma paciente de Teddy, o que os coloca em campos opostos. Me senti um pouco fraudada, entretanto: imaginei que veria mais dela e tive que me deparar novamente sobre os traumas de guerra de Hunt que eu, particularmente, considero já batidos e chatos.

Gente vinda da guerra é um assunto muito irritante na tv aberta dos EUA porque usualmente é feito de maneira muito rasa. Ver Owen dizendo para Derek “Não vamos matar essa mulher”, como um olhar pertubado, me incomoda demais. Passei dolorosamente por toda aquela coisa de horror de guerra, ataques a Christina, entendo que é um assunto sério que Grey’s tenta atacar, mas não consigo deixar de achar extremamente esquematizado e superficial. Imaginei que depois daquela coisa de terapia iam simplesmente deixar isso de lado – como meio que fizeram com o lado “twisted” da Meredith – e voltar a esse assunto só me causa suspiros impacientes. Fica claro no final, quando ele desconversa para Christina, que é tipo um “passo pra trás” no relacionamento.

É agressivo e desrepeitoso que um médico fique assediando a paciente (que exerce seu belo direito constitucional, como disse Teddy) querendo “explicações” dela. Ah, vá! Mas, claro, eles pegam isso e transformam num MOMENTO GREY’S, em que a pessoa (a paciente) mastiga o que estava subentendido, serve também para o marido dela ter seu momento da verdade e tudo mais. Ok, than. Entendo que o Owen é um médico, está ali para salvar vidas e que se martiriza por ter desistido de um militar “antes da hora”. Mas simplesmente acho tudo isso cansativo, eterno. Nunca escondi que não gosto muito do personagem, então até por isso achei o episódio meio chatinho.

A Teddy, então, aparece só de passagem no Iraque e fica ainda mais incompreensível o crush dela no Owen. Está claro que ela não conhece nada do cara – nem esse lado pertubado da guerra, como seria de se esperar – e a paixão parece baseada no ar. Eu sei que a guerra é uma situação extrema e que favorece relacionamentos que de outra maneira não iriam para frente, mas continua parecendo artificial. Por falar nisso, ela também não combina muito com o Mark, com quem vai se consolar depois do dia difícil no trabalho (no sentido mais PEGAÇÃO da coisa).

E se tudo ia bem, muito bem, no mundo Callie+Arizona, o fantasma de problema que apareceu no episódio passado dá as caras de vez aqui. Depois de ouvir de Arizona que ela não pensa em ter filhos, o assunto obviamente fica martelando na cabeça de Callie. Mark a incentiva a compartilhar isso com a namorada, mas ela parece só encontrar coragem depois de ver uma situação similar à sua no caso médico em que trabalha no dia (rs, como sempre) em que um amigo faz coisas que não gosta para satisfazer os outros. Ela então percebe que não pode abrir mão de algo tão essencial para si, por mais que goste de Arizona, e resolve ter a tão esperada conversa. E Arizona reage muito mal, até insensivelmente, eu diria, largando imediatamente a mão dela. Esse é o tipo de problema, seja o caso hetero ou homo, que sempre me pareceu insolúvel. Não existe meio termo, cada um ceder um pouquinho ou qualquer auto-ajuda para salvar relacionamento nisso: filho é pra sempre, é coisa séria, não vejo como entrar n’um acordo. Claro que alguém sempre pode mudar de ideia, mas…

Também acompanhamos no episódio a “luta” de Richard para se integrar como um funcionário normal do hospital. Ele quer comer com os médicos, enquanto antes provavelmente se escondia dos “abutres” em sua sala, como faz Derek hoje, quer fazer comentários irreverentes sobre as enfermeiras, ser um deles. É claro que o pessoal fica meio assim-assim: a verdade é que todo mundo ainda o vê como o Chefe, ainda fica n’uma postura mais formal perto dele. Faz parte.

Grey’s Anatomy
ABC
Sexta temporada
Episódio dezoito
Escrito por Tom Phelan e Joan Rater
Dirigido por Jeannot Szwarc

Autor: carol

there ain't no catcher in the rye vamo se jogar!

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