lost – 06×07 – dr. linus

Em qualquer realidade, Ben Linus é sempre um controlador que quer ser o dono da bola: a esta altura do campeonato, com todo mundo querendo dar o pé da ilha, a ideia de ser o “chefe” do lugar ainda representa o sonho de uma vida para Ben. Já o Dr. Linus, professor em Los Angeles, ambiciona ser diretor da escola. É porque ele se importa com o colégio, sim, mas também é uma parte de Ben que gosta da ideia de estar no comando. Mas nas duas realidades, também, o amor e a afeição por Alex acabam salvando Ben de ser consumido por sua sede de poder.

Novamente nesse episódio as duas timelines servem como um espelho uma da outra. Em Los Angeles, o professor Linus é tratado com desprezo pelo diretor, que acaba com seu clube de história para mandá-lo ficar cuidando da detenção dos alunos. Aqui, também é Locke quem planta a semente da tentação em Ben, sugerindo que ele, que se preocupa tanto com o bem estar acadêmico da escola, deveria ser o diretor. A ideia começa a se consumir Ben, que pensa no quão sua vida não é o que deveria ser – pensamento reforçado por Roger, seu pai, que até relembra a ida para a ilha por conta da iniciativa Dharma como talvez um passo em falso que tenham dado.

Um plano de insurreição acaba aparecendo para Ben oferecido ingenuamente por Alex Rousseau, aqui uma estudante dedicada. Ela confidencia ao professor que flagrou a enfermeira e o diretor em um momento de intimidade inapropriado. Pensando que pode usar essa informação a seu favor, Ben consegue como aliado o insatisfeito Artz, que o ajuda a arrumar emails comprometedores do diretor (em troca de uma vaga melhor no estacionamento…). Só que quando Ben chega prontinho para o seu golpe, sugerindo que o diretor entregue seu cargo e o recomende, este o surpreende ameaçando perseguir Alex, que recentemente pediu uma carta de recomendação para Yale. Surpreendentemente, Ben sacrifica essa ascenção para ver Alex tendo seu futuro garantido. Mesmo com o relacionamento dos dois sendo aqui mais superficial, está claro que ele admira a menina e deposita grandes esperanças nela.

Já na ilha, Ben se encontra em uma das mais difíceis situações que já passou (e olha que foram várias): a desconfiada Ilana pede que Miles tente “ouvir” as cinzas de Jacob e determine como ele morreu. Não dá outra: o vidente rapidamente denuncia que Ben foi o responsável pela morte do cara. Ilana fica, obviamente, revoltada e diz a Ben que Jacob foi “o mais próximo de um pai que já tive”. O grupo volta à praia, por falta de ideia melhor, todos ignorando Ben. Ele, claro, negou na cara de pau quando Miles o acusou e continua tentando enrolar Ilana, falando que vidente não são confiáveis etc e tal, mas ela não acredita nele. Pouco depois, Ilana o manda cavar um túmulo e diz que vai ser para ele mesmo.

Aprisionado e sob a mira de uma arma, Ben ouve de Miles que Jacob até o fim esperou estar errado sobre ele. Pouco depois, FLocke aparece e oferece uma saída para Ben: ele, FLocke, está guiando um grupo para fora da ilha, “mas alguém precisa ficar no comando por aqui”. Quer dizer, porque FLocke ainda se preocupa em eleger o novo XERIFE da ilha? E porque oferecer o cargo para Ben, só porque ele estaria sedento por isso? Caso um dos verdadeiros candidatos assuma (e Ilana diz a Sun que ela é uma potencial candidata a substituir Jacob, assim como Jin) isso atrapalha em que a fuga do FLocke?

Libertado por FLocke, Ben se prepara para ir ao ponto de encontro combinado quando Ilana percebe sua fuga e o persegue. Os dois têm um momento tocante de confronto, em que Ben diz que sabe como Ilana se sentiu porque teve que ver sua filha morrer diante de si – e por sua culpa. Naquele momento, Ben assume que sua prioridade máxima era não perder seu poder – mas que assim que passou ele percebeu que “tinha perdido o que importava”. Ele implora por sua vida, para que ela o deixe ir, e quando ela pergunta onde ele está indo, Ben assume que vai encontrar com FLocke. “Por quê?”, pergunta uma atônica Ilana, para quem está mais do que claro que o cara é mal e manipulou Ben. “Porque ele é o único que vai me aceitar”, assume Ben. Esse é o ponto de mudança: quando Ben diz que está indo atrás do FLocke não porque ele prometeu isso ou aquilo, mas porque se encontra encurralado, é possível ver um caminho para uma redenção. Ilana vê isso e diz para ele que ela o aceitará.

Os dois voltam juntos para a praia, onde ela senta para chorar a morte de Jacob e Sun acaba aceitando a ajuda de Ben, em um gesto que mostra sua boa vontade em mais uma vez levantar a guarda para o cara, quando o grupo do que seria o BEM é reforçado pela chegada de Hurley, Jack e Alpert. Como eles foram parar foi, particularmente, uma das minhas historias preferidas do episódio.

Hurley e Jack tentam voltar ao templo – ou Jack tenta e Hurley tenta retardar, ainda com o aviso de Jacob sobre algo “mau” que ia acontecer por lá na cabeça – quando acabam se batendo com Richard na floresta. Alpert não mede as palavras para dizer aos dois que não sobrou nada no Templo e que todos que estavam lá morreram, e quando Jack acusa Hurley de já saber disso o dude assume que Jacob tinha mencionado. “Você falou com Jacob? Não acredite em nada do que ele diz”, fala um amargo Alpert.

Sentindo-se perdido, sem referencial e imaginando que sua existência não tem sentido, Alpert informa a Jack e Hurley que pretende se matar. Ele retorna ao Black Rock (pela primeira vez, segundo diz) disposto a morrer n’uma explosão de dinamite. Só que aí ele diz que NÃO PODE SE MATAR, por conta do toque de Jacob (“É para ser um dom”, diz, meio jocoso) e pede que Jack acenda o pavio para ele. Para surpresa de Hurley, o médico calmamente concorda, acende o fio e enquanto o fogo vai correndo senta e diz para Alpert: “Agora fale”. Hurley se manda e Alpert diz a Jack que ele está se arriscando – mas Jack está naqueles momentos virtuose de gente cabeça dura que eu acho tão maravilhoso e diz lucidamente para Alpert que voltou do farol, viu que Jacob o observa há tempos e que duvida muito que ele tenha trazido os dois para explodirem ali, dentro daquele navio encalhado.

É de certa maneira lindo ver aquele médico cético de temporadas atrás injetando um novo ânimo (porque não dizer, FÉ) no desiludido Alpert – e de fato a explosão falha. Jack não pode mais negar que aquilo é maior do que eles e DEVE TER UM PROPÓSTIO, e de certa maneira é a fé – o risco – que faz o nosso homem da ciência acreditar que nada ali vai explodir. Vivinhos e não-explodidos, Jack diz para Alpert que eles devem “voltar ao começo” e assim seguem para a praia, onde encontram com os outros, no que lembra tantas cenas do passado, Jack e Hurley surgindo ao fundo, Sun correndo para abraçá-los…. Ben parecendo tão pequeno ali, inesperadamente no lado CLARO da equação… E, no gancho do episódio, a cena é toda observada por um SUBMARINO de onde WIDMORE comanda sua retomada, finalmente, à ilha; Widmore, aquele que sempre falou em guerra, antes de todos. De que lado ele estará?

Outros pensamentos
– Então, essa coisa do TOQUE DE JACOB: modus operandi, por favor? Impede a pessoa de envelhecer? Por que Richard garantiu que não é ciborgue, vampiro ou nada do tipo (rs). Se for o caso, Jack, por exemplo, vai estacionar nesse visu? Funcionaria a partir de que momento? Não pode ser no momento DO TOQUE, por que gente como Sawyer e Kate obviamente envelheceu? Ou será que para cada pessoa é um DOM diferente? Eles não podem morrer? Etc.
– Como será o processo de eliminar os candidatos até restar um? Ilana diz a Sun que tem que protegê-la, embora assuma que não saiba se o nome na lista se refere a ela ou a Jin. Até quando ela deve proteger os candidatos? Vai haver alguma PROVA DE FOGO para eles?
– Gostoso rever o Jack como uma espécie de líder. Para mim, ao menos.
– E nesse episódio, para compensar o último, nada de pessoal do templo e afiliados.
– Então, o Roger Linus menciona a Dharma. Como terá sido a experiência da iniciativa na ilha, sem o bolsão de energia, só a comunidade hippie avançando? Charlotte também passou por lá? Fiquei curiosa para saber mais.
– E a Rousseau nessa realidade? Provavelmente rien, já que a atriz quis dar o fora de vez, mas fica a esperança.
– “They’re coming”, disse o Jacob. Seria Widmore? Just a thought.

Lost
ABC
Sexta temporada
Episódio sete
Escrito por Edward Kitsis e Adam Horowitz
Dirigido por Mario Van Peebles

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Autor: carol

there ain't no catcher in the rye vamo se jogar!

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