parenthood – 01×01 – pilot

O piloto de Parenthood é bem redondinho: é divertido e doce, apresenta os personagens de maneira rápida, apresenta também os conflitos e abre o leque para a temporada que se seguirá. É verdade que há um clima de “lá vem mais coisa” – é muita coisa, muita gente, muitos problemas, muitas relações. Como um programa que mistura drama, humor e uma família ao redor de uma mesa, é impossível não pensar em Brothers & Sisters, embora eu tenha achado um pouco mais adocicada que a série da ABC – e mais real. E também, é verdade, ainda acho que vamos precisar de um tempo para que a QUÍMICA da família realmente se destaque – foi algo de que senti falta.

Direto aos fatos: a série nos apresenta a família Braverman. Os patriarcas são Bonnie e Zeek. Ela parece apenas ser uma senhora meio hippie carinho. Ele é daqueles muito competitivos, com opinião sobre tudo para a criação dos netos e a maneira que os filhos devem levar a vida. O casal tem quatro filhos: Adam (Peter Krause), Sarah (Lauren Graham), Crosby (Dax Shepard) e Julia (Erika Christensen).

Adam está enfrentando problemas com seu filho, que se incialmente parece apenas ser uma criança de personalidade um pouco excêntrica acaba mostrando que pode ter um verdadeiro problema – síndrome de asperger, uma forma de autismo. Também fica insinuado aqui que Adam e a esposa são meio “o casal perfeito”, o que em minha experiência significa que, bem, não são…

Sarah é uma mãe solteira de dois adolescentes que se vê diante de dificuldades financeiras e é obrigada a voltar a viver com os pais – o que totalmente não agrada à filha, que faz a linha RBD. O filho, embora mais dócil, também não fica muito bem diante de tantas mudanças e acaba escapando para tentar encontrar um pai – um músico especializado em decepcionar todos.

Crosby trabalha em um estúdio de música e tem problemas com a namorada por não querer ter filhos. Ironicamente, quando ele combina um deadline com ela (três anos para se acostumar à ideia), uma ex aparece com um garotinho que diz que é seu filho. Por fim, Julia é uma advogada bem sucedida que graças ao tempo que passa fora de casa acaba perdendo um pouco do crescimento da filha – que tem uma preferência declarada e incômoda pelo pai.

Apesar de tudo, tive um approach muito racional da série – queria que tivesse mais feeling para mim, acho que é o sentimento que ainda está faltando e acho que isso pode crescer com o tempo. Teve esses dois pontos para mim: jogaram muita coisa (por exemplo, para Sarah: filha rbd sendo presa, filho fugindo, sexo com ex do colegial) e no geral as coisas estão muito conscientemente em seus lugares. Acho que a série precisa ficar mais à vontade, mais gasta, nós mais acostumados a ela.

Por fim, gostaria de falar especificamente sobre Lauren Graham, certamente o principal motivo pelo qual estive tão ansiosa para ver esse piloto. Recentemente tive uma experiência bem ruim assistindo Post Grad, filme que traz a Alexis Bledel num papel bem Rory por fora (jovem recém formada sonhando ser jornalista), mas que tinha um tom diferente. Foi uma experiência histérica: parecia, como disse, um Rory fora do tom. Estava bastante preocupada em ter a mesma sensação com Parenthood – especialmente porque depois de tantos e intensos anos com Gilmore Girls uma parte de mim sempre vai ver Lorelai na Graham e Rory na Bledel, mesmo que estejam interpretando papéis totalmente diferentes.

Só que em Parenthood Sarah é muito Lorelai na conjuntura (mãe solteira, provavelmente meio liberal etc), só que o resto é todo diferente e acho que a Graham fez um papel estupendo em não soar igual. Na cena inicial, em que ela fala ao telefone muito rápido com o Adam, cheguei a ter um arrepio de lembrança, mas ficou por aí. Sarah é bem menos cool que a Lorelai, é uma versão um pouco mais envelhecida, até a voz achei diferente, a empostação. De muitos jeitos ela pode ser vista como Lorelai mas fica muito claro que não é – e isso sem causar PÂNICO COGNITIVO. Passou no teste com louvor.

Parenthood
NBC
Primeira temporada
Episódio um
Escrito por Jason Katims
Dirigido por Thomas Schlamme

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Autor: carol

there ain't no catcher in the rye vamo se jogar!

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