mercy – 01×15 – i did kill you, didn’t i?

Estava eu hoje meditando como é possível que com tanta série na fila eu pare para assistir quase que imediatamente cada novo episódio de Mercy que é exibido. Considerando o quão falha é a série, não deixa de ser um pouco espantoso o interesse que desperta em mim. Claro que assisto muita série que não é um primor, mas Mercy ainda tem uma falta inerente de carisma. Não sei explicar o que a faz ser tão aditiva, mas ela o é. E, deixando a digressão de lado, se alguém me falasse que o episódio mostraria Verônica confrontando seus problemas com um fake-fantasma do cara que acabou de matar talvez eu não me apressasse tanto para conferir esse “I Did Kill You, Didn’t I?”. Surpreendemente, entretanto, o episódio é bastante sólido e bem feito, ainda que escorregue aos 45 do segundo tempo fazendo crer que foi tudo apenas mais um (muitíssimo elabora) plano de reviravolta amorosa na vida de Verônica.

Porque, amigos, a série tem só 15 episódios mas a vida amorosa de Verônica já está deixando o troca-troca de Grey’s ou Gossip Girl parecer fichinha. É verdade que é só um triângulo (já fizeram um quadrado, sem muito empenho), mas Verônica fica pendendo de lá para cá com uma regularidade que pode ser cronometrada em relógio. De qualquer maneira, eu já imaginava que essa história de matei-um-cara-abri-a-caixa-de-pandora iria atrapalhar o romance prestes a engatar entre Verônica e Chris, mas nunca imaginei que seria desse jeito que foi…

O episódio começa meio de onde o terminou. Verônica sumiu com o carro – e a arma – e um sorumbático Chris logo descobre que não levou bem um bolo e sim que a pretê se envolveu em uma tentativa de assalto que virou duplo assassinato. Ninguém sabe onde ela está e a situação forja até uma aliança estranha entre Chris e Mike. Mas enquanto o ex vai se dedicar todo o tempo a localizar Verônica, Chris acaba cedendo ao apelo de Chloe e ficando para ajudar os feridos de uma explosão a bomba em um ônibus.

Essa história médica central vai colocar Chris em choque com o dr. Briggs, quando Chris não cede o O.R. em que ia operar o responsável pela bomba (o Connor Paolo, de Gossip Girl) para o paciente de Briggs (um atleta que termina ficando paralisado). Nada comprometeu muito nessa trama, o que já é bom. Chloe ficou emocionada e atenta aos sentimentos de todos como sempre, Briggs foi meio chuto-a-porta-mesmo como sempre e Chris, bom…

O caso da bomba também traz ao hospital Nick, que logo confronta Sonia sobre porque ela não dormiu em casa – e com a chegada de Paul, que sem nenhum tato a trata na maior intimidade diante dele – fica tudo claro para ele. Sonia pede desculpas, claro, diz que não era o que deveria ser feito, mas fica naquelas.

Mas enquanto o hospital segue o poderia ser um dia normal, Verônica está tendo alucinações com o rapaz que matou, que interpreta, claro, o papel de sua consciência culpada e a arrasta para um bar, onde ela enche a cara e tenta sem sucesso falar com Chris. O médico percebe a ligação depois e alerta Mike, que vai para o bar e de lá acaba achando Verônica em um lugar que compartilhavam na infância. Se nada foi muito over the top em toda essa história, como se poderia esperar, o final é tão didático que dá nojo. Digo, claro que essa coisa de morto-que-dá-voz-à-culpa não é revolucionária e é, sim didática, mas achei que a série usou até com certa leveza – e a própria Verônica também. Mas quando chega nessa parte em que ele começa a falar que ela está muito “quebrada” para tudo isso, que viu coisa demais no Iraque, que ninguém a ama… Bem, isso é só Mercy em seu pior.

E bem na hora que ela está falando que Mike a ama apesar de tudo, e o fantasma-eu-interior a desmente, o cara aparece em um lance do destino e os dois se abraçam. Eu sei que não foi destino – Mike apenas é alguém que conhece Verônica bem mais do que, por exemplo, Chris – mas fica inevitável acreditar que a série vá jogar esse tipo de carta agora. Mercy vive assim – quando você acha que uma carta está fora do baralho alguém a joga de novo. Eu sei que é assim que eles vão empurrando pra frente, mas não vejo sinceramente isso segurando a série a longo prazo (e o Briggs, até agora, não foi desenhado como par romântico de Verônica, como imaginei, mas jogado pra Gillian – for now).

Se não fosse esse final, diria que foi o episódio de Mercy que eu mais gostei – embora tenha a vívida lembrança de ter gostado e me divertido com aquele em que verônica descobre que todos sabiam de seu caso. Bom, mesmo com esse deslize foi um dos episódios mais bem feitos da temporada.

Mercy
NBC
Primeira temporada
Episódio quinze
Escrito por Dan Dworkin e Jay Beattie
Dirigido por Phil Abraham

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Autor: carol

there ain't no catcher in the rye vamo se jogar!

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