survivors – 02×05 – episode 5

Provavelmente o episódios mais fraco da temporada, com um ritmo muito injustificadamente lento e algumas forçações (sempre tem, mas…), mas ainda assim muito impactante e emocionante: pela primeira vez em Survivors vemos um do grupo morrer, temos que nos despedir de um personagem principal e mesmo que a série resvale rapidamente em uma pieguice clichê consegue se erguer a tempo e fazer da despedida memorável.

Estava meio no ar a possibilidade da tragédia. A felicidade de Sarah estava indecente e logo que tudo começou o final se desenhou limpidamente para mim. Mas vamos ao prelúdio: os sobreviventes encontram uma situação aparentando um acidente na estrada e param. Acaba que é uma cilada: sob a mira de um revólver, ficam rendidos enquanto um cara vai verificar o que tem no caminhão. Acontece que justamente Sarah e Al estavam na boleia e conseguem pegar o cara e uma mulher que vem depois. Rapidamente, o pessoal inverte a situação. No meio do tumulto, eles salvam uma garota que estava meio de refém do pessoal e vão levá-la em casa.

A “casa” é uma cooperativa agrícola meio escondida, onde se vive em comunidade. Em retribuição ao salvamente de um deles, os sobreviventes são convidados a passar a noite e comemorar com eles, que darão uma festa celebrando os “6 meses juntos”. Está tudo muito bom, Al e Sarah assumem o romance, Greg diz que quer passar em sua casa antes de ir para o interior, Abby diz que vai junto… E Anya tem uma imediata e forte conexão com a lider da cooperativa, o que incomoda Tom. Vamos às três storylines do episódio, pela ordem decrescente de relevância/impacto.

Um enciumado Tom começa a agir como um ex-namorado stalker, seguindo e espreitando Anya e a garota, agindo violentamente e cobrando respostas. Anya a princípio reage agressivamente – como ser de outra maneira, se na madrugada Tom a empurra contra um muro? -, mas depois conversa com ele e assume que, sim, existe uma conexão com a garota, mas também existe, sim, algo entre eles. A garota percebe a hostilidade de Tom e o peita (“Eu não tenho medo de você. Você tem medo de mim?). A situação acaba encontrando um desenvolvimento mais rápido com a morte de Sarah (mais adiante volto a isso, claro), que deixa Anya n’uma daquelas CARPE DIEM, não sabemos o dia de amanhã, nós dois estamos aqui agora… (e tem vários momentos ruins aqui também, com Tom falando que pode mudar, o que absolutamente não parece verdade agora, mas vá saber)

Enquanto todos os dramas acontecem, Greg e Abby voltam para a cidade para ir até a casa antiga dele. O desejo de Greg nunca fica muito claro – ele olha aqui e ali, vê fotos, relembra. Até que de repente fica hipnotizado por um cartão enigmático – que nós já vimos ao lado do Dr. Whitaker. Mais tarde ele explica para Abby que a esposa era do governo e aquele endereço, aquela mensagem de esperança, podia ser um plano para ele sair dali – mas ainda assim parece forçado, uma conclusão muito louca. Claro que eles vão até o local e realmente lá se deu um plano de saída. Um cara que ficou para trás porque perdeu o horário está por ali ainda, meio insano, não diz coisa com coisa… Mas a conversa de aviões, escolhidos, saída, a pista… Tudo dá na cara que algumas pessoas SAÍRAM, SIM. Que houve uma fuga. Agora me pergunto: para onde? Até onde sabemos, bem, na verdade até onde imaginei, foi um evento global. Onde se está a salvo da praga? Havia realmente uma intenção de salvar Greg? Seus filhos podem estar a salvo?

Quando os dois retornam para a cooperativa, encontram o circo montado: todo o caso Sarah está em pleno andamento, macabro, diga-se. Explico: num lindo dia de sol, Sarah ia para uma caminhada. A líder (não lembro mesmo o nome dela) pede que dê uma passada na casa onde cuidam das galinhas. Ela vai com prazer, está quase cantarolando. Ao chegar lá, as galinhas estão mortas. Ninguém responde às batidas na porta. MEUS AMIGOS. Todo meu corpo gritava para a Sarah não entrar – e olha que primeiro eu logo pensei em alguém infiltrado, sei lá, são TANTOS PERIGOS. Quando ela dá a volta, imaginei que ia correr para dizer que as galinhas estavam mortas, UM PRENÚNCIO SINISTRO. Mas, não. Sarah entra na casa e sela seu destino. Todos lá estão doentes – uma garota já morta.

Quando Al vai procurá-la, ela revela o que está acontecendo, de longe. Logo fica claro que se trata de uma segunda onda do vírus. Anya determina que Sarah e o senhor sobrevivente devem ficar de quarentena, como maneira de conter o vírus, e é isso. Al fica pasmo do lado de fora – chama Sarah para fugir, mas ela está lúcida o tempo todo. Ela sabe que é aquilo ali e apela para que ele não a siga e morra também. Acho que nas cenas dos dois conversando de um futuro inexistente, ela da porta, ele do jardim, tropeçou em muita coisa ruim. Mas é compreensível. Um dia o outro senhor morre. Sarah sai para avisar e já está adoentada. Ela agradece a Al por tê-la feito conhecer a felicidade, pede que ele cuide de Naj e diz “Agora eu tenho que me deitar”. Desesperado, Al corre para a porta, mas Tom “tackle” ele no caminho, jogando-o no chão.

Dias depois, cabe a Abby, a que tem mais imunidade (e achei até que ela demorou demais para ir. Para que se arriscar inutilmente?), entra na casa. Sarah está morta. Ela cobre o corpo e toca fogo na casa. Todos estão chocados e entristecidos (Al ficou todos os dias ali diante da casa). A paquerinha de Anya (rs) assume a frente naquele momento e declama versículos do Eclesiastes (“Há um tempo para tudo…”).

Eles estão também assustados. “O vírus voltou para pegar os sobreviventes”, diz um rapaz. Nada mais é seguro – por mais que digam que contiveram aquele foco, a verdade é que se ressurgiu ali, pode ter ressurgido anywhere. Diante de tudo isso, Abby declara tranquilamente que vai voltar aos pesquisadores e servirá de cobaia porque é necessário que exista uma vacina. Ela diz que dessa vez será em seus termos, mas como isso se dará? Quando estão – todos – a caminho do local, Greg diz a verdade: ela não tem como impôr vontades; uma vez que os homens armados cheguem, acabou.

Quando eles chegam às instalações, se deparam com tudo abandonado – e vários mortos. Abby conclui que o vírus venceu a resistência dos cientistas. Quando estão investigando os papeis, ela vê em uma das câmeras, bem, ela vê seu filho, Peter. Desesperada, sai correndo, mas na frente do local, onde a câmera mostrava, não há nada… E eis que termina Survivors… A promo do próximo mostra que Peter foi parar de alguma maneira com o médico e que para tentar reaver o filho até Abby vai pro “lado negro” e irá incentivar Tom a torturar… Medo profundo.

Survivors
BBC
Segunda temporada
Episódio cinco
Escrito por Simon Tyrrell
Dirigido por Farren Blackburn

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Autor: carol

there ain't no catcher in the rye vamo se jogar!

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