lost – 06×04 – the substitute

Apesar de na verdade não dar muito mais das infames respostas que o “What Kate Does” e de metade se passar em um outro universo cuja função ainda não sabemos muito bem (me desculpem os criadores, que dizem que os dois têm o mesmo peso e são reais, mas esse sempre vai cheirar a alternativo), “The Substitute” é muito melhor que o episódio anterior. Tenso, ele flerta mais com a mitologia da série e até a parte do Locke fora da ilha é muito mais satisfatória do que a de Kate.

Essa parte off-ilha por enquanto serve mais como um SOUVENIR de luxo. Tenho certeza que quando soubermos mais sobre como essas duas linhas narrativas vão se chocar e como estão ligadas (mais do que simplesmente serem uma possibilidade diferente) as coisas ficarão melhores. De qualquer maneira, acompanhar um Locke diferente foi muito interessante. De início, ele parece o mesmo: ainda está na cadeira de rodas, ainda parece ter uma dose de azar (seu elevadorzinho quebra, ele cai no chão). Mas aí aparece a Helen e vemos que nessa história ele ainda tem um relacionamento saudável com ela, seu pai é possivelmente uma pessoa decente e, mais significativo, ele não é o homem de fé que era o Locke que é enterrado na ilha.

Ele ainda é o Locke teimoso, que vive em negação com sua doença, naquela vibe de “não diga o que não posso fazer”: quer fazer seu walkabout, quer estacionar seu carro nas vagas tradicionais etc. “Não existem milagres”, ele diz para Helen, quando ela insiste para que ele vá visitar Jack para uma consulta. Locke flerta com a possibilidade, mas acaba decidindo virar as costas para isso e diz para a noiva que ela não pode viver esperando por uma mudança milagrosa, que é aquilo ali mesmo e fim. Ele conta que Randy Nations o demitiu porque descobriu que ele mentiu sobre a viagem para a Austrália – ele foi para fazer o walkabout, mas também nessa realidade não deixaram. “E eles estavam certos, não é?”.

Apesar de todos os percalços, Locke está bem. Tem uma mulher que o ama ao seu lado, perde o emprego e logo encontra Hurley (já sabíamos que ele era dono da fábrica de caixas) e ganha outra chance, encontra Rose que o encaminha para um emprego de professor substituto… E na escola ele encontra Ben, também professor.

Enquanto isso, na ilha, o FLocke parte em uma missão que Ilana chama de “recrutamento”. Ele tenta convencer Richard a ir com ele, sem sucesso, e então parte em buscad de Sawyer. Vai encontrar o cara enchendo a cara ouvindo Search and Destroy no repeat de sua casa na Vila Dharma e oferece resposta para a pergunta mais importante do mundo (“Por que você está aqui”) caso ele o acompanhe.

No caminho, Alpert alerta Sawyer que o cara é cilada, que quer matar todos e para não acreditar em nada do que ele fale. Sawyer está desconfiado, mas vai atrás dele, certo de que na hora h poderá fazer algo por si mesmo. Os dois seguem até uma caverna n’um canto remoto da ilha, onde o Flocke indica que era a casa de Jacob. Ele mostra o teto, repleto de nomes, e diz que eram de CANDIDATOS para substituir Jacob na tarefa de proteger a ilha. “Proteger de que?”, pergunta Sawyer. “De nada!”, diz um revoltado Flocke. Agora, amigos. Isso me parece estranho. Só temos a palavra do Flocke de que Jacob morava ali e queria um substituto. Que me lembre do “The Incident”, era o próprio MIB que estava preocupado com a chegada de gente que iria levar destruição à ilha – Jacob tava de boa. Tudo que acontece antes do fim “é evolução”, ele dizia.

Seja como for, FLocke insinua que Jacob, tão defensor do livre-arbítrio, na verdade induziu de maneira sutil todos os “candidatos” a irem parar na ilha. Com o tempo, todos os nomes foram sendo cortados, restando os seguintes:

4. “Locke”
8. “Reyes”
15. “Ford”
16. “Jarrah”
23. “Shephard”
42. “Kwon”

Sim, os famigerados números. Que para mim não necessariamente se originaram aí. Pode ser mais um lugar onde apareceram. A explicação final sobre os números é uma não-explicação, na verdade. Quando FLocke diz “Jacob tinha uma coisa por números” os roteiristas estão querendo nos dizer que vai parar por aí. Mas vamos analisar esses restantes: enquanto mostra os números, vemos os flashbacks em que Jacob tocou as pessoas em questão. Ele diz que Kwon ele não sabe se seria Jin ou Sun e eu pergunto: porque ele está tão certo de que Shephard é o Jack? Lá atrás, na terceira temporada, os Outros falaram que Jack “não estava na lista de Jacob”. Poderia ser o Christopher? E a misteriosa ausência de Kate, única que foi tocada por Jacob e não aparece?Move to Trash

De qualquer maneira, Locke diz que Sawyer tem três possibilidades, assumir o trabalho de cuidar da ilha, ignorar tudo aquilo e se mandar de lá, propondo que os dois vão embora. O que, claro, Sawyer aceita de primeira. Por que ele oferece essas opções para Sawyer, dentre todos os candidatos? Por que não pegou Sun, que estava com ele na praia? Sawyer seria um candidato mais “provável”? Ou é apenas uma maneira do FLocke tentar se livrar dos candidatos que restaram, um por um? A conferir.

# Se Jacob pode não ser tão bom quanto parece, MIB também pode não ser tão mau. Ele diz a Sawyer que “já foi como ele” e que sente falta de ser livre. Será que de alguma maneira Jacob e sua obsessão pela ilha fizeram MIB ficar preso por ali? Será que ele já foi um candidato, alguma vez na vida?
# Ainda não sei direito o que acho dessas frases espelhadas, como o FLocke dizendo o “não me diga o que não posso fazer”. No começo é legal, mas depois enche o saco (o meu)
# Anthony Cooper é bom nessa timeline, então?
# Quem era a criança loira? Ela aparece ensanguentada de primeira? Que porra de regras? Só porque é loira já associamos com Jacob e Aaron… porque FLocke ficou surpreso ao perceber que Sawyer enxergava a criança?
# MIB não pode mais trocar de forma. Por que?
# Enterro do Locke: morri nesse grupo que sobrou na praia. E essa vibe de que vão gastar e gastar essa tentativa de reunir Sun e Jin por mil episódios? Quando os dois se reencontrarem ninguém mais vai ligar.

Promo do 5, “Lighthouse”

Lost
ABC
Sexta temporada
Episódio quatro
Escrito por Elizabeth Sarnoff e Melinda Hsu
Dirigido por Tucker Gates

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Autor: carol

there ain't no catcher in the rye vamo se jogar!

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