the office – 06×15 – manager and salesman

A temporada de “The Office” segue abaixo do padrão da série, extremamente errática e agora com um nível de graça per episódio perigosamente baixo. Pelo menos pararam de enrolar e andaram com a história: finalmente a CEO da Sabre dá as caras. Vivida pela Kathy Bates, Jo Bennet tem uma vibe meio nova rica, new wave, auto ajuda e coisas assim. Ela chega disposta a fazer as coisas caminharem na Dundler Mifflin e uma das primeiras providências é deixar somente um gerente (“duas pessoas em um mesmo cargo”, “cada um fazendo metade de um trabalho” e coisas similares saem da boca dela).

Se inicialmente Jim pretende brigar com Michael e mostrar que apesar de seu pouco tempo como gerente pode ser a melhor opção, ele logo desiste quando Pam mostra que ele pode ganhar mais como vendedor. Michael fica extasiado quando Jim o procura para dizer que ele é a melhor opção, mas quando compartilha a novidade com Oscar descobre das mágicas comissões que Jim irá receber… e decide ELE voltar a ser vendedor. Os dois ficam se diminuindo diante de Jo, que decide confiar na opinião “do mais experiente” e deixa Jim como gerente.

Mas as aventuras de Michael como vendedor não duram muito. Logo ele é gozado pelos colegas por comemorar novos clientes (“Não é 1992”, diz Dwight), percebe que não é mais chefe e não pode ficar usando Erin para besteiras como arrumar sua mesa e, principalmente, se sente muito invadido em ficar na sala com todos – especialmente porque Phyllis está exalando um odor estranho… E assim lá vão ele e Jim novamente até a chefe pedir para trocarem de cargo…

Enquanto isso, segue a trama pra lá de sem graça entre Dwight e Ryan, para tentar derrubar Jim (que nunca me convenceu muito da parte de Ryan). Tipo, Ryan é um personagem bacana para ficar de background, uma piada com gente que se acha tendência, com os hipsters da vida (quem não é?) e os proto-hipsters (no caso dele hahaha), mas sempre que tentam esticar algo com ele, uma história de verdade, não dá certo há muito tempo. Aqui, não é diferente. Os dois têm encontros secretos, bolam um “super-plano”, tentando intimidar um cara do TI para conseguir a senha de Jim… e acham que fizeram algo efetivo, ao final… Muito fraco.

Até o romance estranho e algo adorável entre Erin e Andy já está perdendo um pouco o fôlego, já que não chega a ser algo longo-termo e amizade como eram Jim e Pam. Eles precisam trabalhar em um desfecho para isso. Aqui, Andy quer dar um cartão de Valentine’s Day para Erin, mas para não ficar na cara que gosta dela compra para todos os colegas. O problema é que ele acaba dando para Kelly um altamente romântico e todos começam a achar que ele gosta dela – e Erin fica arrasada. Ele acaba corrigindo o erro mandando um email e depois dizendo na cara de Kelly que gosta de outra pessoa – “Você percebe que assim me obriga a gostar de você?”, Kelly, em um dos poucos bons momentos do episódio.

Não chegou a ser ruim, mas é um episódio absolutamente sem brilho, como tem sido a temporada de The Office. É como se “Niagara” e até o sabidinho “Murder” fossem ilhas de graça em meio à mediocridade que está sendo essa sexta temporada da série.

The Office
NBC
Sexta temporada
Episódio quinze
Escrito por Mindy Kaling
Dirigido por Marc Webb

Autor: carol

there ain't no catcher in the rye vamo se jogar!

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