fringe – 02×15 – jacksonville

Um episódio com ares mitológico, mas somewhat decepcionante para mim. “Jacksonville” se vende como mais mitológico do que é – primeiro você fica pensando “mundos colidindo”, “Olivia sendo cobaia novamente” e tudo o mais, mas na verdade é praticamente um caso da semana com o detalhe de que envolve uma troca de matéria entre os dois universos. Sim, os mundos estão colidindo, mas ainda não vai ser aqui que isso vai ser verdadeiramente um tema.

No mais, ficamos com reminiscências de Olivia e Walter, a pontada de culpa deste segundo, e essas lembranças são sempre agradáveis. A Olivia assumindo algum protagonismo e voltando a ser tratada como alguém que tinha habilidades fora do normal também é interessante. O episódio foi bom – cenas muito bacanas como a própria abertura, momentos “OMG” e um bom gancho para segurar até abril – “Jacksonville” foi a winter finale da série -, mas me senti um pouco fraudada. E olha que sou das pessoas que curtem Fringe em seus episódios standards. Não preciso de Nina Sharp, outro mundo ou Observadores para me divertir com o programa.

Ultimamente Fringe tem feito isso, embalado os episódios como algo dentro da grande trama, mitológico, e na verdade não são muito isso. O próprio “August”, episódio sobre os Observadores, foi quase uma anedota que caminhou nada com a história, mas foi agradável por tratar desses personagens que tanto levantam curiosidade. Saindo desse ponto, eu achei que “Jacksonville” muitas vezes patina na cafonice. Toda aquela coisa de Olivia precisar sentir medo e ser indefesa – e oh! como ela mudou, agora é uma mulher forte – tudo isso pareceu meio a serviço de nada. A ex-namorada de Walter também era uma “glimmer” (sumiu, a moça!) e tudo bem que ela tinha anos de drogas nas costas, mas conseguia ver coisas independente de se sentir apavorada ou o quê; nunca foi uma questão até este episódio, mesmo com tanto tempo de experimento Walter e William Bell nunca isolaram isso como um fator. Me parece apenas algo forçado, para fazer o resto do enredo do episódio funcionar – aka Olivia perceber que realmente mudou e ter uma cena babaca com Peter (já chegamos lá).

O episódio tem emoção, e muitas piscadinhas da produção para a audiência, mas nos momentos que era para pegar no duro do suspense e tudo o mais apresentou uma resolução muito rápida e com zero de envolvimento para nós que assistíamos. Tipo a hora que finalmente Olívia LIBERTA A VISÃO e simplesmente sai dirigindo um carro até ver o prédio diferente… Não sei como poderiam ter feito diferente, mas acabou que a parte de ação ficou meio zerada e o episódio pegou pesado mesmo nas emoções dos personagens – e de uma maneira toda troncha, com exceção da pitada de culpa de Walter. A Olivia se sentindo ultrajada com o que fizeram com ela sempre atinge a nota errada – desde a primeira temporada. E por fim temos esse romance entre Olivia e Peter…

Apesar de toda a torcida da audiência – que em sua maioria prefere um programa com romance do que um sem – e apesar das insinuações, todas elas verbais, de que poderia haver um interesse sentimental entre os dois, o programa per si nunca fez nada para construir nada mais do que uma camaradagem entre os dois. Os dois se dão bem, trabalham bem, são bons parceiros, mas sempre temi que quando esse malfadado momento de resolução chegasse eu acharia horrível – e aqui estamos. O quase-beijo dos dois foi disparado a hora mais fraca de “Jacksonville”, muito me incomodou e eu gostaria sinceramente que eles não fossem por aí… Mas como vão, só me resta esperar que depois que engate fique meio no automático, apenas algo que está ali e não interfere muito…

Sobre o gancho, é verdade que está longe de ter um sabor de inédito. Já sabemos que Peter é do outro universo há tempos, já tivemos várias alusões a isso e recentemente vimos Astrid meio que descobrir isso. Olivia descobrir é só mais um passo que leva para o momento de culminação da possível revelação – e como o episódio da volta, em primeiro de abril, se chama “Peter” essa hora está chegando. Não foi matador, mas foi intrigante e até bonito, eu achei.

Confiram a promo de “Peter” e chora até abril!

Fringe
FOX
Segunda temporada
Episódio quinze
Escrito por Ashley Edward Miller e Zack Stentz
Dirigido por Charles Beeson

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Autor: carol

there ain't no catcher in the rye vamo se jogar!

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