fringe – 02×13 – what lies below

Episódio tenso, explorando situações inéditas na trama (um antagonismo ainda que artificial entre Olivia e Peter e também o fato dos dois estarem tão deliberadamente em perigo) e fazem as coisas caminhar (especialmente com Astrid compreendendo mais as coisas sobre Walter). Dá até para perdoar o fato de ter caído um pouco no sentimental, no final das contas, e eu até achei que demorou para Olivia ter uma reação desse tipo – ela ficou só com cara de desgosto profundo, impassível, quando ficou claro que Peter estava infectado e agindo estranhamento por conta disso, e foi tudo tão de repente, tão n’um átimo, que acho que ela deveria ter ficado um pouco mais chocada. Mas tudo bem – ela já devia estar um pouco desconfiada com o resultado positivo do exame dele, depois de ver o que viu. Mas vamos com calma…

O FBI é chamado para um local depois que um homem morre lá, misteriosamente, ao ter suas VEIAS estouradas (disgusting, sim. Nunca é demais lembrar a regrinha número 1 de Fringe: jamais assista  enquanto come!). Enquanto tentam entender o que aconteceu, quem é aquele homem e tudo o mais, uma segunda vítima faz perceber que é um caso infeccioso e Walter imediatamente alerta Broyles para a necessidade de que as pessoas que estão lá sejam postas em quarentena, diante da possibilidade de uma epidemia. Detalhe: Olivia e Peter também ficarão de quarentena, porque já estavam no lugar, enquanto Walter, Astrid e Broyles não chegaram a entrar. Dividimos a equipe, ficamos em um cenário tenso. E essa coisa de EPIDEMIA é sempre um bom ponto de partida, certo?

O Controle de Doenças entra em cena, as pessoas que estavam no local ficam todas assustadas e Walter fica extra-motivado para descobrir a origem do vírus e como ele se espalha antes que seu próprio filho se torne uma das vítimas. Enquanto isso, os aparentemente calmos Peter e Olivia tentam descobrir o que podem sobre a identidade do Caso 1, o homem que trouxe o vírus para o prédio. Não demora muito e Olivia acaba percebendo uma inconsistência na agenda de um dos empresários (ligado a PETRÓLEO) e o coloca na parede, meio jogando verde, e o cara cai: a primeira vítima tinha ido se encontrar com ele para vender informações privilegiadas ilegalmente. Fora isso, ele não sabia exatamente o que era nem nada mais.

Rapidamente, uma terceira pessoa, a recepcionista da empresa, começa a sangrar pelo nariz. Olivia e Peter a isolam, mas em um momento de descuido ela acaba indo até o corpo da primeira vítima e horrorizada com o que vê se joga pela janela. Peter e Olivia vão correndo até o local de onde veio o barulho, onde está o homem que trouxe o vírus,  e Peter acaba se manchando com o sangue. Nessa hora, ele leva a sério o ditado ESTÁ NO INFERNO, ABRAÇA O CAPETA e começa a fuçar na roupa do cara, se melando mais, para tentar achar alguma pista sobre o que ele trazia para vender. Olivia tenta, em vão, impedí-lo, e de fato a busca tem resultado positivo quando ele acha a chave de um carro.

Do carro vem uma maleta, na maleta uma amostra, da amostra, retirada do fundo do mar, se encontra o VIRUS. Walter começa a especular que o vírus tinha “vontade de sair” – só se manifestou no consultor de petróleo quando ele entrou n’uma sala cheia, no motoboy quando ele ia sair do prédio, fez a recepcionista pular do prédio… Essa amostra traria um vírus antigo capaz de DIZIMAR os mamíferos.

Diante da gravidade do caso, McFadden, um burocrata do FBI, já começa a articular para conseguir autorização de erradicar o vírus aka matar as pessoas contaminadas. Peter, que prontamente havia se lavado, logo começa a sangrar pelo nariz e mascara os sintomas. Walter e Astrid, com trajes especiais, entram para realizar um teste e descobrir quem está infectado. Peter consegue fraudar seu teste, mesmo diante do olhar preocupado de Olivia, que claramente espera que ele esteja contaminado, só que na hora que os dois vão deixar o prédio um dos seguranças percebe o nariz dele sangrando e impede.

O cara fica louco e realmente possuído pelo desejo “de sair”, de infectar mais pessoas – essa coisa que para mim foi o ponto mais fraco do episódio, mais mal explicado (já que um vírus não pode ter uma “vontade” deveria haver alguma explicação que fizesse mais sentido, ainda que NO VERNIZ da coisa, biologicamente), e só serviu para o McFadden ficar com sangue no olho para mandar apagar todo mundo. Nessa hora, como disse, senti uma falta de peso na reação da Olivia – e até quando ela descobre da intençaõ do Estado de mandar matar todos ela faz apenas ligar para Astrid e dizer para ela se mandar do prédio…

Astrid age mais caninamente e diz que vai ficar com Walter, que está decidido a achar uma cura – o que, como sempre sabemos, acaba acontecendo. Mas McFadden não está disposto a esperar tempo algum porque Peter está tentando quebrar os vidros do prédio e sair. Como o cara mostra para Olivia, isso seria catastrófico, causando uma contaminação monstra em somente uma semana. Presumo que eles poderiam apenas ATIRAR em Peter caso ele conseguisse sair, já que era preciso o sangue ou outro fluido para causar a contaminação – por isso a recepcionista não contaminou ninguém cair, mas fica meio no ar, porque ela por exemplo e outro dos contaminados aparentemente NÃO TROCOU FLUIDO com ninguém… De qualquer sorte, Broyles sugere que soltem algum tipo de gás que derrube a galera do prédio enquanto o antídoto é produzido, mas o sistema de ventilação foi desligado logo no início, quando ainda não se sabia se a contaminação se dava também PELO AR. Para McFadden, é muito arriscado enviar alguém para religar o sistema.

Nessa hora Olivia acorda e se oferece e quando tudo demora a se resolver Broyles tem seu momento “Essas pessoas são importantes para mim, vamos esperar mais um pouco”. Dentro do prédio, um transtornado Peter tenta atacar Olívia e, pasmem, ganha no braço! Sei que deve ter sido o fator “VONTADE DO VIRUS”, mas acho meio desmerecedor a Olívia, agente e tudo o mais, perder para Peter, por mais talentos que ele tenha em diversas áreas… Mas enfim, tudo dá certo – antes de Peter puxar o gatilho – e serve apenas para ele sentir culpa, pedir desculpas e os dois terem um momento terno. Fim.

Ou quase. Em uma cena intrigante no final, Astrid soma dois com dois e parece descobrir que o Peter dessa realidade está de fato morto. Pelo menos há um ar de entendimento na cara dela, depois de questionar Walter sobre a altamente suspeita frase que ele soltou em meio à tensão: “Não posso deixar Peter morrer de novo”. Gostaria muito que desenvolvessem essa storyline. E na maior verdade, digo que me sinto muito ansiosa por algo relacionado à mãe de Peter.

Como disse, não foi um episódio perfeito, não avançou grandes coisas na tão querida MITOLOGIA do programa, mas sempre me sinto feliz e recompensada por 42 minutos de entretenimento a la Fringe. E essa promo do próximo? NAZISTAS? You gotta love Fringe.

Fringe
Fox
Segunda temporada
Episódio treze
Escrito por Jeff Vlaming
Dirigido por Deran Sarafian

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Autor: carol

there ain't no catcher in the rye vamo se jogar!

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