life unexpected – 01×01 – pilot

Um piloto bem feito e agradável, com tudo no lugar, obrigada. Essa coisa de “Juno meets Gilmore Girls” (by TV Guide) não é imprópria e serve bem para situar o que o telespectador vai assistir. De Juno a série herda um certo ar esperto e, claro, uma aproximação temática mas, para seu próprio bem, não tem os maneirismos indies. De Gilmore Girls tem o lado heartwarming e só. É engraçado que “Life Unexpected” não parece muito com nada da programação atual da CW, é um lado mais suave para o canal.

O piloto nos apresenta Lux, uma adolescente que anseia por fazer 16 anos e conseguir se emancipar legalmente e parar de ter que viver em lares de adoção, onde só é bem vinda porque representa um cheque do governo e é maltratada. Para conseguir essa liberdade, entretanto, Lux precisa localizar seus pais biológicos, que por algum motivo não abriram completamente mão dos seus direitos sobre a garota quando ela nasceu.

Na caça das assinaturas dos pais, Lux acaba localizando Nate Bazil, seu pai, que tem um bar, mora encima do estabelecimento e ainda vive numa vibe toda adolescente, acordando depois de meio dia, sem se comprometer seriamente, hanging com os amigos. Nate sequer sabia que tinha uma filha (achava que a garota “tinha cuidado disso”) e tenta ajudá-la com seus planos, assinando prontamente o documento em que abdica de seu direito parental. Nate também tenta ajudar Lux a entrar em contato com a mãe, a radialista Cate Cassidy, que presumivelmente bate o telefone na cara dele quando ele liga.

Cate é uma jornalista com problemas de confiança que acaba de ficar noiva de seu colega de programa, Ryan, e fica muito abalada com a súbita aparição da filha. O que a cena entre Lux e Nate tem de divertida (com direito inclusive à namorada dele entrar correndo e Lux tentar um zombeteiro “Mamãe…?”), o reencontron entre Cate e Lux tem de emocionante. Nesse piloto eles não entram muito a fundo nessa questão da culpa que, provavelmente, Cate carrega por ter doado a filha. Ela se explica (“tinha a sua idade”) e mostra que estava bem resolvida quando diz que nunca considerou ficar com a menina, mas fica preocupada com o bem estar dela, pergunta quais são seus planos (quando ouve um sai-pra-lá) e parece pertubada ao saber que não, a garota não foi adotada facilmente como a assistente social havia garantido para Cate que seria.

(Parênteses para explicar que é algo que eles precisavam fazer, explicar porque um bebêzinho loiro dos olhos azuis não conseguiu ser adotado – Lux tinha um problema no coração e precisou passar por várias cirurgias até completar 3 anos, quando já se torna mais difícil encontrar pais com interesse. Long story short, Lux cresceu passando por várias casas de adoção e nunca chegou a ter exatamente uma família).

A audiência de Lux para conseguir a emancipação não corre como ela imaginava – a juíza, afinal, questiona como ela pensa em se manter, estudar, onde vai morar – e a presença dos pais, preocupados e possivelmente culpados, não ajuda. Vendo que os dois pais têm residência, trabalho e o documento em que abriam mão dos direitos parentais não havia sido autenticado, a juíza determina que cuidem de Lux com a guarda compartilhada.

No piloto temos muito a tensão e a pequena competição entre Cate e Nate (e já vimos pelo que o amigo dele falou que os dois eram de TRIBOS DIFERENTES, Cate era estudiosa e Nate era ATLETA etc), e gosto que meio que joguem logo honestamente com isso e façam os dois se pegarem quase que imediatamente – ainda que logo depois ela entre em negação e reate com o noivo.

O seriado é bastante piegas (ponto alto sendo quando Lux diz para Cate que ela “estava lá” através do programa de rádio, que a garota sempre ouviu), mas tem muita cativância, é divertido, carismático e leve. Os atores estão todos bem, até o geralmente inexpressivo Kerr Smith se presta muito bem ao papel de noivo que vai ser o cara-pé-no-chão que serve de contraponto ao algo irresponsável Nate. A Shirri Appleby tem algo que meio me pertuba de vez em quando, um quê histérico, e de certos ângulos fica me lembrando a Giovanna Antonnelli (rs), mas fora isso tá beleza. O Kristoffer Polaha não é sequer uma beleza clássica mas parece a escalação ideal para o Nate. E a Brittany Robertson está ótima e exala um carisma revigorante (q).

Life Unexpected
CW
Primeira temporada
Episódio Um
Escrito por Liz Tigelaar
Dirigido por Gary Fleder

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Autor: carol

there ain't no catcher in the rye vamo se jogar!

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