grey’s anatomy – 06×11 – blink

Grey’s Anatomy está n’uma posição difícil. Eu estou longe de estar naquele mimimi sobre a qualidade da série, e vou abandonar (pelamor, se nem abandonei Heroes…) etc, mas a verdade é que as histórias que eles estão contando não são lá muito motivadoras e algumas revelam fraquezas da série. Apesar disso, como nesse episódio, continuo me envolvendo facilmente pela narrativa, então nem tudo está ruim, não é mesmo? A sexta temporada está muito desigual. Começou meio ruim, por dois momentos pareceu que ia decolar… e nada. E ainda estamos na metade!

Na história um desse episódio nós temos o problema na gravidez de Sloan, que acaba levando a algumas coisas, sendo elas a) o fim do relacionamento entre Mark e Lexie e, por consequência, um b) revival entre Mark e Addison e c) um hook up mais louco de todos entre Lexie e Alex. Que kinda breaks my heart, mas tenho que dizer que como gosto dos dois duvido nada passar a curtir se seguirem com eles. Mas na hora, e por agora, nesse contexto, é muito profano. Eu fiquei gritando “não, não”, para a tela quando vi o que estava para acontecer – i didnt see it coming!

E, olha, não é como se Lexie não tivesse um ponto. E fora a frase “Então você escolhe ela”, acho que ela lidou com o assunto de uma maneira ok. Especialmente porque acho que tudo que vimos nesse episódio não foi mark “virando pai” n’um piscar de olhos: vimos que Mark, que alguém que curto, é um personagem meio sem escopo. Ele faz o que faz não por uma motivação interna, mas porque é o que tem que fazer. A artificialidade do diálogo de quando ele diz para Lexie que aquilo é o que se faz “pela família”, lembrando dela querendo doar o rim para o pai, machuca. Especialmente porque no caso de Lexie com o pai era tudo tão dolorasamente real – ainda que obviamente muito ensaiado do ponto de vista do plot. Lexie está correta. É sua filha, ok, mas você não pode ir metendo na casa (minúscula), chamando para sempre, sem consultar e esperar que tudo ótimo! E, especialmente, acho que faz sentido Lexie julgar que é too much para ela (e vamo combinar que essa Sloan é muito chatinha e tem cara de uns 25 anos, não de adolescente). Beleza. Mark vai buscar consolo nos braços de Addison e Lexie se embriaga e acaba se pegando com o Alex. Ouch.

Alex que agora é o “velho Alex”, segundo Meredith (porque as pessoas são assim, on e off). Ele passa o episódio brincando com Reed, coisa e tal, mas estava claro para mim que ele não faria aquilo. Ele gosta de deixar que pensem que faria, porque, bem, asi es. Mas ele dá um passa fora na garota, coisa e tal (pelo menos na ideia dela estar querendo algo com ele de maneira tão dissimulada. “Se quiser sexo, peça”). Evidentemente, magoado como está, ele não reage bem ao fato de Meredith ficar lembrando que ele ainda é casado, tem um compromisso etc. Inclusive ele verbaliza que se sente off the hook, já que Izzie foi embora sem olhar para trás. Essa storyline é a que mais me dá nos nervos. Estão lidando tão mal com toda essa licença da Katherine Heigl que me mata. E já vejo que ela volta no próximo, tem um momento bonding com o Alex, ele revela que dormiu com outra pessoa e ela vai embora de novo (porque ela vai sumir mais um episódios). No final de tudo, presumindo que a Izzie vá voltar a ser efetiva (e não que vão logo cortar a Katherine Heigl), já vejo ela falando alguma babaquice sobre como estava se sentindo perdida, precisa de um tempo e qualquer coisa que simplesmente não combina. Não sou roteirista e não estou aqui para dizer como poderiam ter acomodado melhor a ausência da atriz – como por exemplo acomodoram a da Ellen Pompeo, verdade que foi menor -, mas é papel deles RECEBER A GALINHA PULANDO, como já disse anteriormente. Ficar pensando o tempo todo que a história só está acontecendo porque a atriz não está disponível e a história ser sofrível super depõe contra a série. FIM.

Sobre Cristina, Teddy e Owen, tenho uma dificuldade inicial de comprar duas mulheres interessadas num cara tão sem graça como Owen – que agora sequer tem algo mais que um vestígio de personalidade. Não gostava dele com a Yang, acho ainda mais inacreditável que uma pessoa veio all the way from Iraque para ver se conseguia algo com ele. E acho pouco crível também, como já disse, que alguém que sustentou uma paixão platônica em uma situação tão mais propícia e tensa (que o diga Mercy), venha soltar os cachorros agora em SEATTLE. Mas, bem, partindo disso, é também meio inacreditável que a Teddy já confie tanto no potencial de Cristina. E eles realmente precisam fazer uma história mastigadinha de que Cristina prefere seu trabalho a sua vida amorosa? Mas, apesar de tudo isso, não tenho grandes problemas com a história, só imagino que vamos singrar mares muito mais tediosos e forçados no futuro, o que é, claro, preocupante.

No mais, temos um tratamento até sensível de toda a coisa Meredith-Chief-Derek. Embora o Derek super me irrite nessa vibe desconfiado-atento-intrometido, até. Obviamente ele sente cheiro de algo errado – Meredith passando tanto tempo com o Chefe, que está sumido das cirurgias e blablabla. E Meredith não gosta de ser pressionada, mas no fim admite que há algo de errado, por mais que ela queira pensar que não. Minha disposição para mais uma trama de alcoolismo beira a ZERO.

Grey’s Anatomy
ABC
Sexta temporada
Episódio onze
Escrito por Debora Cahn
Dirigido por Randy Zisk

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Autor: carol

there ain't no catcher in the rye vamo se jogar!

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