misfits – 01×01 – episode one

descrever misfits como uma mistura de heroes e skins não deixa de ser acurado. de heroes (e outras, é verdade), a série herda o tema dos superpoderes. cinco adolescentes cumprindo pena de serviço comunitário são pegos em uma tempestade anormal e depois disso começam a demonstrar poderes estranhos – fora que o fiscal que estava com eles fica ZUMBIZADO. apesar do tema, no tratamento e na ambientação, misfits lembra mais skins, com seus jovens desajustados, abordagem crua, exibindo sem escrúpulos sexo e drogas, e até no humor infrutífero – e também por elementos externos, ambas sendo britânicas e da e4. apesar disso, tanto heroes (em sua fase boa) quanto skins deixam misfits comendo poeira – talvez seja só o piloto, veremos, mas o episódio nos presenteia com um texto pobre, cheio de estereótipos e bizarrices que nem por engraçadinhas passam.

conhecemos seis adolescentes que foram mandados para cumprir serviço comunitário por esse ou aquele motivo. curtis é um corredor famoso que foi pego com cocaína e condenado a 200 horas de serviço, para ser tomado como um exemplo. kelly é uma jovem agressiva, aparentemente um pouco abaixo do nível social dos outros. alisha faz a linha meio perua-piriguete, foi detida por estar dirigindo embriagada.simon é um garoto caladinho e estranho, que assume que tentou queimar uma casa. nathan é aquele que faz a linha sou-sarcástico-para-me-defender, sempre com uma piadinha na ponta da lingua, também detido com drogas. ah, tem o gary – mas esse morre antes que a gente saiba qualquer coisa dele.

depois da tempestade, a primeira a manifestar seus poderes é kelly, que passa a ouvir pensamentos (inclusive, na sequência mais idiota, do próprio cachorro). em seguida vemos simon percebendo que pode se tornar invisívil. kelly rapidamente faz a conexão entre a tempestade estranha e o que está acontecendo e confronta os colegas, mas mesmo com a anuência de simon os outros não acreditam – até que curtis tem uma visão e diz para os outros que pode ver o futuro. enquanto tudo isso rola, kelly já havia sido atacada pelo fiscal – que, zumbi, já havia matado gary.

os jovens tentam correr mas acabam tendo que enfrentar o cara – e num surto de raiva kelly consegue matá-lo. orientados por simon (sem corpo não há crime), eles escondem os corpos de gary e do fiscal. apesar das desconfianças de que algo aconteceu com os dois, por enquanto parece que nada disso vai pesar para eles, que combinam de não dizer nada do ocorrido para ninguém. ah, alisha tem o belíssimo poder de, ao ser tocada, deixar a outra pessoa totalmente excitada. já o poder de nathan ainda é um mistério.

a construção dos traços gerais de personalidade dos personagens se dá de uma maneira meio breakfast club. é uma estratégia que sempre fica forçada, mas séries como,sei lá, dawson’s creek, conseguiram tirar genuidade disso. aqui, talvez por ser o piloto, as brigas e conflitos do confinamento, os confrontos impostos, todos soam meio artificiais e didáticos, o que realmente são. quem sabe superando essa barreira das premissas as coisas melhorem?

ps – acho engraçado o nathan, que não tem tipo físico para ficar tirando o simon… o simon é aquela coisa meio creep por ser quieto demais, mas a própria identificação muito rápida disso é forçada. assim como todos falando e se gabando se parar. ou vai ver os jovens criminosos ingleses são assim?

misfits
e4
primeira temporada
episódio um
escrito por howard overman

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Autor: carol

there ain't no catcher in the rye vamo se jogar!

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