flashforward – 01×10 – a561984

quem ler minhas resenhas sobre flashforward vai ver que eu sempre tive a maior fé na série e ainda que esta estivesse meio sorumbática ainda conseguia assistir aos episódios com um mínimo de interesse. pois bem. nesse décimo episódio da série parece que eu encontrei meu limite: foi muito ruim, mal feito, não envolveu… eu não vou deixar de ver porque não gosto de largar temporada pela metade, mas estou definitivamente decepcionada com a série – que foi de uma estreia promissora para uma temporada desengonçada e sem carisma.

depois dessa diatribe, passo a falar do episódio em si, que trouxe aquelas coisas de praxe de ff: diálogos ruins, atuação sofrível, situações improváveis, clipe musical deslocado e uma falta de construção envolvente no que realmente importa, os conflitos gerados pelo blackout. vemos no episódio mark e dimitri realizando uma viagem não-autorizada para hong kong, onde pretendem encontrar a mulher que ligou para alertar dimitri sobre sua morte. já dava vontade de parar o episódio quando mark diz para dimitri que claro que eles vão encontrar a mulher! “quantas com esse tipo de sotaque você acha que existem aqui?”. eu entendo que era um perfil espécifico, de gueto, mas pqp vcs.

anyways, é claro que eles efetivamente ENCONTRAM a mulher, nadja, que continua bancando a misteriosa e alerta que se for contar o que sabe para eles vai desencadear o “incidente” (curioso que usam exatamente essa palavra… lost feelings) que eles tanto querem evitar – a morte de dimitri, que seria só a primeira de muitas. de qualquer maneira, ela acaba revelando que dimitri será morto por mark – intencionalmente. é uma novidade bombástica e ainad assim ela cai no telespectador de uma maneira banal, que não causa nem uma palpitaçãozinha. ou sou só eu?

a investigação está muito pessoal pra mark. essa é uma constatação idiota, porque é pessoal para quase todos – boa parte dos investigadores quer que o futuro aconteça, outros estão amedrontados com a possibilidade, poucos são os que não ligam (só os que vão estar no banheiro kk). o que quero dizer é que dimitri, que irá morrrer se o futuro do blackout for inexorável, está muito mais de boa do que mark. ele segue em uma viagem contra a vontade do chefe, arranca uma informação de um cidadão na base da ameaça baixa e na hora em que nadja quer dar a conversa por encerrada tenta levá-la de refém. “o que estamos fazendo, mark?” pergunta um assustado dimitri. é uma linha de irracionalidade e violência que dimitri não quer cruzar, mas o pau no cu do mark não está nem aí. eu sei que ele está pertubado porque se o futuro for como viu ele estará sem-lenço-sem-documento, mas c’mon!

o excesso de mark é parado porque além dos guardas pessoais de nadja assim que eles saem dão de cara com a polícia – mark e dimitri havia sido advertidos por um suposto agente do fbi local assim que chegaram, em outra cena risível. os dois são presos e escotados para o aeroporto, onde mark descobre que o policial local na verdade é da cia. “o mosaico é maior que você”, diz o agente, e é isso que parece ser incompreensível para mark. o cara da cia lembra que a investigação interessa a todas as agências, a todos os países, a todas as pessoas… o caminho incerto de mark começa a se formar com seu afastamento do fbi.

cientistas com responsabilidade

em outro plot, vemos lloyd e simon assumindo responsabilidade pelo blackout mundial. é interessante que é uma coletiva global – como, né, se ninguém sabia bem o que eles iam falar? serão uma GRANDE EMPRESA super relevante a esse ponto? foram transmitidos AO VIVO em todo canto e tal. mas, saindo dessas tegiversações, volto à história. assumir a responsabilidade, mais ou menos. entendo que lloyd queria aliviar sua consciência e acalmar as pessoas, garantindo que não haveria outro apagão. mas pela conversa dele com simon, eles nem têm certeza se foram realmente os causadores.

simon se antecipa à possibilidade de ser legal ou criminalmente culpado por algo e se apresenta no fbi, se oferecendo para trabalhar na investigação mosaico. ele, claramente, está escondendo o jogo (exemplo: sabemos que ele quem estava acordado durante o blackout) e sua agenda ainda não é clara, mas ele se passa por alguém disposto a ajudar e fornece informações sobre um laser que teria criado – e que aparece nas fotos de somália.

lloyd, por sua vez, está preocupado com retaliações e tenta transferir seu filho para um local mais seguro (esse menino tá eterno no hospital). ele é hostilizado por funcionários, mas com a ajuda de olivia consegue a transferência (plot meio randômico também. ele nega proteção do fbi, assume que aquele hospital não é seguro e outro é… hospital de segurança máxima?). anyways, ele obviamente voltou para solidificar os laços com olivia. surge um flerte entre os dois, com olivia elogiando-o por sua atitude de assumir a responsabilidade (que sor far tinha sido só culpa, já que ele deu no pé e não enfrentava nenhuma sanção) e os dois conversando sobre quão perto a vida deles esteve de se cruzar, em harvard, anos atrás. no final das contas, lloyd já está na fase de pegar no cabelo dela na hora de se despedir – e ela nem fala nada. na hora que ele e dylan estão indo embora, entretanto, os supostos paramédicos se revelam como sequestradores interessados em levar o dr. simcoe sabe-se lá para onde. e dylan fica chorando com olivia…

ainda temos a jornada da noiva de dimitri, lentamente percebendo que o suposto casamento que viu no seu flashforward foi, na verdade, uma homenagem pós-morte ao noivo. e, claro, uma interaçãozinha forçada (todo mundo se abre tão fácil em seriado, né?) entre janice e bryce. ela conta tudo do seu ff, ele a incentiva a ter fé e no final ela tá lá pedindo conselhos sobre clínica de fertilidade. eu tinha acreditado que a fala inexpressiva e tão ruim, mesmo sem ser bombástica, de mark pro cara da cia tinha sido a pior do episódio (“agora temos algo em comum. nenhum de nós é do fbi”), mas janice dizendo que “tem o problema do pênis… eu não gosto deles” superou com ampla margem. e está tão na cara que nicole e bryce vão acontecer em algum – entediante – momento!

num curto comentário, esse episódio só faz dar vontade de esganar o mark. o joseph fiennes tá tão mal. quase dá pena. em um universo paralelo, certamente flashforward é um hit, está sendo a grande aposta da abc para suceder lost, é fenômeno de culto entre os telespectadores. mas nesse aqui e agora… not so much.

flashforward
abc
primeira temporada
episódio 10
escrito por david s. goyer e scott m. gimple
dirigido por michael nakin

promo do próximo episódio, buddha in the ruins

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Autor: carol

there ain't no catcher in the rye vamo se jogar!

1 thought on “flashforward – 01×10 – a561984”

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