glee – 01×01 – pilot

glee

OK, com todo lag do mundo finalmente organizei meus pensamentos sobre o piloto de glee. como vocês sabem, o seriado teve sua estreia e só deve voltar a ser exibido no outono. a estratégia da fox é criar expectativa e deixar a audiência ansiosa e curiosa para retomar a estória.

o piloto é muito fechadinho, poderia até se concluir em si mesmo, mas tem um ritmo estranho. não é nem a impressão de que correram com a história, para caber tudo, mas certamente deve decorrer disso. e olha que essa versão que foi ao ar é quatro minutos encurtada do que se queria inicialmente (e do piloto vazado).  de qualquer jeito, é sim um seriado promissor e a vibe high school musical (negada) jamais chegará a comprometer.

mas vamos ao episódio. o piloto é centrado no professor de espanhol will schuester, que sonha com os antigos tempos de glória do coral da escola. ele resolve assumir o grupo, para espanto e galhofa de muitos colegas (para a treinadora das cheelearders, elas são artistas. as cheerleaders, aliás, têm tratamento de estrela no colégio). will assume um grupo desmotivado, sem verba (na verdade, ele que vai pagar para manter e ainda cuidar gratuitamente das detenções para evitar que o auditório seja alugado), sem visibilidade. o diretor pergunta se ele quer ser o capitão do titanic, quando ele manifesta sua vontade.

a primeira atitude de will é tentar recrutar mais talentos para o new directions. ele tem à sua disposição mercedes, uma negona com talento para desenhar roupas, kurt hummel, o fashionista de plantão, a japonesa tina, a sonhadora rachel berry (que sempre coloca uma estrela ao lado do nome para lembrar que ela É UMA ESTRELA) e mais um garoto paraplégico. rachel, que assume rapidamente o papel de destaque no coral, reclama da falta de um homem com mais porte & voz para ser seu male lead. ela é mostrada num rápido flashback sendo bulinada pelos colegas e vemos que ela é ninguém na hierarquia da escola (ainda que não seja uma geek) e leva o coral extremamente a sério. (inclusive esteve envolvida no episódio que culminou com a expulsão do antigo administrador do coral, hoje traficante de maconha medicional, que will encontra no mercado, feliz e alterado com a perda do grupo).

a treinadora, sue, a impagável jane lynch, recebe mal as tentativas de will de angariar mais alunos para o coral – incluindo suas cheerleaders! ela diz que ele está tentando “misturar as linhas da high school”. a professora emma, que tem um crush mal disfarçado por will, diz a ele que se um jovem popular entrar no coral, as barreiras podem ser um pouco quebradas e outros jovens podem ver que é inofensivo estar no grupo – e podem até segui-lo. will só tem um problema: conseguir esse jovem. ele conversa com o treinador de futebol, que concorda em deixar que ele fale aos “seus meninos” desde que recebe ajuda para conquistar emma, por quem ele tem uma paixonite (ele parecia indeciso em concordar, porque “semana passada rasparam a sobrancelha de um deles só proque assistia grey’s anatomy” ahaha).

will fala aos jogadores e depois deixa uma lista na porta – que obviamente é zoada pelos atletistas, que deixam xingamentos e desenhos no papel. e é aí que o professor, desmotivado e infeliz, ouve uma cantoria vindo dos vestiários: é finn, “puro talento”, popular, bonitão, jogador e tal (e veremos mais para frente, no seu flashback, que canta desde criança e é sim uma pessoa “sensível”, além de namorar com a presidente do clube pela castidade kkk).

e então o professor bonzinho utiliza uma tática para forçar o garoto a entrar no coral: esconde a maconha medicinal que ganhou do antigo colega nas coisas de finn e fica ameaçando, explicando que aquilo pode causar sua suspensão, expulsão do time e coisa e tal.  finn fica alarmado, e diante das duas opções do professor (seis semanas de detenção e a ficha escolar suja ou entrar no coral), acaba se juntando à cantoria. depois, ele é pressionado pelos colegas de time, que parecem desconfiados de que ele está escondendo alguma coisa e quando finalmente descobrem dão o ultimato – futebol ou música.

will decide levar o coral para viajar e assistir a apresentação de um grupo rival. ele coloca na sala dos professores uma lista pedindo voluntários para o ajudarem e é claro que emma assina. ele acredita que ver os outros vai colocar o ânimo do seu coral lá no alto,  mas a camel, a outra escola, arrasa, com um grupo lotado, semi-profissional, que faz uma releitura de rehab. o new directions é um cachorrinho vira-lata, em comparação.

além de tudo mais, o trabalho à frente do coral promete ameaçar o casamento do professor will. primeiro, ele tem que falar à esposa sobre suas horas-extra e se depara com falta de compreensão. terri, a mulher, trabalha n’uma loja, é consumista, sonha em ter um filho – e em um trabalho mais digno e chato para o marido, como contador. vemos logo no piloto que o casal é muito diferente, especialmente no que concerne às prioridades. a idéia dela para que o marido “coloque a criatividade para fora” é fazerr quebra-cabeças com ilustrações de famosas pinturas.

a esposa também não aceita o convite para viajar com o coral (dando ocasião para will ficar confidenciando do casamento para emma) e quando ele volta o recebe com a notícia (que eu não desconfiaria se fosse FAKE) de que está grávida. diante dessa reviravolta, will decide se demitir e tentar finalmente um emprego mais estável e que ganhe melhor (é, porque empregos assim só estão esperando você querer! adoro).

quando will diz ao coral que não vai mais comandá-los, todos ficam decepcionados (menos finn, que pergunta se isso significa que ele está liberado do castigo kkk). apesar de tudo, os jovens se apegaram rapidamente à idéia de que algo ia acontecer com eles, finalmente, e agora se sentem novamente abandonados.  eles dizem ao professor que não vão conseguir ser campeões estaduais sem ele.

emma resolve marcar uma reunião para ele no centro de profissionais  e  revela que fez uma pesquisa e descobriu que will participou do coral durante a high school. ele confessa que foi o momento mais feliz de sua vida porque amava o que estava fazendo. mas acrescenta, lembrando da realidade: “só me senti assim quando terri me contou que vou ser pai”. ele diz a emma que tem que sustentar uma família e a colega replica que dinheiro não é mais importante do que a idéia de que se deve fazer o que ama.  ele repele essa tentativa.

o conflito de finn

depois que will sai do coral, finn nao aparece em um ensaio (“achei que não estava tendo”) e é intimidado por rachel, que diz que vai assumir ela o controle das coisas (durante a conversa, a namorada de finn e uma amiga chegam e hostilizam a menina). finn diz a ela que “não pode participar porque coincide com a minha reputação”. rachel, que sempre tem um superior ar de segurança, diz que ele tem talento e está desperdiçando.

o menino é colocado diante de suas escolhas novamente no treino de futebol. ele anuncia que saiu do coral (“bem vindo ao mundo dos normais”), coloca que toda a coisa foi uma obrigação para não perder em espanhol e coisa e tal. os jogadores, felizes, dizem que têm “um presente” para ele: trancado num dos banheiros está o paraplégico do coral e eles querem virar o menino, com ajuda de finn. “isso não é perigoso?”, pergunta este, contrafeito com a idéia. “ele já está n’uma cadeira de rodas” diz um dos jogadores. e todos o encaram: querem que ele buline o menino para provar que “é normal”.

então finn tem uma epifania, diz para os colegas que “nós somos todos perdedores”, desvira o garoto na cadeira de rodas e avisa que vai continuar no time e no coral, porque nenhum “pode vencer sem ele” (hahah, modestia mode ON). ele diz que “não vai virar as costas para o que me fez feliz pela primeira vez”. todos ficam olhando meio assustados, quando ele sai levando o colega de coral.

ele vai até o ensaio do coral (que está sob o jugo da animação de rachel, que diz a todos que até ganhou um conrcurso de dança aos 3 meses! kk) e pede desculpas pela ausência. em seguida, ele meio que assume uma liderança, indicando tarefas para os outros colegas no intuito de melhorar o grupo – arty, o paraplégico vai cuidar da música, mercedes vai fazer o figurino, rachel a coreografia…

e estao ensaiando, já com mais jeito, com roupas combinandinhas, quando o professor will passa pelo corredor e os escuta: ele não resiste e acaba entrando, dando instruções e é com a volta/recaída do mestre que encerramos essa primeira parte de glee – com o coral também sob os olhares atentos das cheerleaders e dos jogadores de futebol.

é um clima high school musical mais cativante e mais bem feito, bem menos infantil. é uma pena que o revival de musicais inclua apenas os cantados – dança é algo que parece que as pessoas simplesmente não querem mais ver. eu entendo que no caso de glee nem se encaixa, especialmente porque o murphy falou que eles não querem fazer números soltos, só onstage, e todos sabemos que coral tem um jogo de corpo e uma ou outra coreografia boba. ninguém vai sapatear e fazer o mundo feliz como fred ou gene. uma pena.

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Autor: carol

there ain't no catcher in the rye vamo se jogar!

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