mais críticas de ''Guys and Dolls''

infelizmente, a estreia de lauren graham na broadway não está recebendo críticas muito positivas.  no new york times, um dos jornais mais importantes dos estados unidos, chegaram a falar que ela e o oliver platt eram um exemplo de como a química entre dois atores é importante – e eles mostram indo TENDO NENHUMA QUÍMICA: eles “fornecem uma importante lição de química demonstrando o que pode acontecer sem”.

para o crítico ben brantley, o novo musical é “sem inspiração”. ele calca a crítica falando sobre a química e como tudo parece artificial na montagem. como ele salienta e eu já havia dito aqui, a peça é um clássico da broadway e um “paradigma de uma comédia musical bem feita”.

sobre o desempenho específico da lauren, ele diz o seguinte (depois de descer o cacete no platt):

“Uma afetação similar inibe todas as principais performances. Como Miss Adelaide, ms. Graham (de Gilmore Girls), tem uma voz estentória (muito alta, o que é bom para o teatro) e uma presença agradável. Mas quando ela interpreta a legendária “Adelaide’s Lament”, de pé corretamente como um orador de escola, está destituida do tom venenoso original”.

Depois de falar meio que mal do quarteto principal, ele segue:

“Isso é especialmente desalentador, porque poucos musicais dão chances para os performers criarem (e reiventarem) grandes personagens como Guys and Dolls”.

Para ler a crítica inteira (em inglês) clique aqui.

craig bierko e lauren graham
craig bierko e lauren graham

No site Gay City News (1rs), a critica também não é muito favorável. Começa assim:

“Seja qual for das muitas encarnações de Guys and Dolls que eu experimentei ao longo dos anos, eu nunca usaria as palavras ‘clinicamente deprimido’ que eu uso agora (…) Guys and Dolls é o mais perto que alguém pode chegar de um show perfeito” e adiciona: “Pode ser que o diretor Des McAnuff simplesmente não compreenda a peça”, criticando o tom naturalista que é assumido, ao invés do teor de cartoon que costuma ser dado aos personagens.

“Craig Biergo como Sky Masterson pega um dos protagonistas mais sexies dos musicais e faz dele insípido. Lauren Graham não tem o “ponto” como Miss Adelaide e Kate Jennings Grant como Sarah (…) aparenta ter problemas com raiva beirando a bipolaridade”.

E vem mais!

“Tecnicamente, as performances são malfeitas. Problemas de altura (da voz) afetam os quatro principais atores, com Graham sendo o exemplo  mais notório, não conseguindo achar a melodia para “Sue Me” na performance que eu assisti. ”

Sobre a Lauren, ainda tem isso:

“Graham se arrasta por “A Bushel and a Peck” e “Take Back Your Mink” como se o coreógrafo Sergio Trujillo tivesse que decorar ao redor dela (a tradução tá bem ao pe da letra, entendo aqui uma crítica à falta de mobilidade no palco). Mas Miss Adelaide é para ser supostamente uma das principais. Ao inves disso, Graham faz com que ela pareça o que Cole Porter chamaria de “a garota mais preguiçosa da cidade”. Ela certamente não investiu quase nada em “A Person Could Develop a Cold”, outro número usualmente imperdível do musical”.

Leia a crítica completa clicando aqui.

vídeo com fotos da lauren graham na produção:

aqui, um fã-vídeo dela saindo do teatro (não deu autógrafos, mas parou para dar um alô)

outro vídeo também após a perfomance:

uma matéria sobre a noite de estreia (a partir do 4:10 dá pra ver a lauren cantando um pouco e falando da experiencia:

mais da opening night, com os atores que foram assistir comentando:

UPDATE: achei uma crítica boa e logo da NEW YORKER!!!! vejam:

“No centro de Guys and Dolls está a maravilhosa música de Frank Loesser. Suas canções e letras têm um alcance imenso – entregando bem alimentandos elementos de um clássico musical em circunstâncias vulgares. Ele joga um jogo endiabrado com a gíria e a sintaxe, em um brilhante simulacro da comédia de maneiras de Runyon. O diretor (da adaptação de agora), Des McAnuff, impoe um preâmbulo reverencial, superproduzido e simplorio, ao mesmo tempo, que não deixa nada à imaginação. Mas quando McAnuff para de competir com a habilidade e talento do musical e se acalma para servir à história, está tudo muito bem.

Alegre, estimulante e que salta às vistas, a encenação é McAnuff em seu melhor. O Nathan Detroit de Oliver Platt transpira e fica fora de si para um efeito charmoso. Lauren Graham faz um excelente debut na Broadway como a loira e confusa Adelaide.

No romance paralelo do musical, Sky Masterson (Craig Bierko) persegue a virtuosa Sarah Brown (Kate Jennings Grant). Bierko dá a Masterson uma crível brisa de ousadia e decência, enquanto a rigidez de Grant trabalha bem para Sarah.

A produção cai no encanto da tecnologia, o que ameça às vezes de distrair do trabalho duro do conjunto. Mas no fim Guys and Dolls vence até os efeitos; nada além de um alarma de incêndio no teatro iria impedir esses personagens maravilhoso e estas músicas memoráveis de se transmitir”

veja também:
estreia de lauren graham na broadway

Anúncios

Autor: carol

there ain't no catcher in the rye vamo se jogar!

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s