emmy 2011 – alguns comentários

Mais um Emmy que se encerra e dessa vez foi uma edição bem estranha. Estranha mesmo. Aposto que o nível de acertos dos bolões este ano vai ser bem baixo, com vencedores conseguindo menos de 50%, rs. Começou com uma previsibilidade que me deixou quase catatônica – nada contra Modern Family, fora o fato de ter tido uma temporada inferior à primeira, mas essa categoria ‘comédia’ sempre parece toda errada. Metade das indicadas nem merecia estar ali, outras não estão na sua melhor fase, deixam coisas como “Community” de fora… E aí ter que ver MF ganhar, destruir, atropelar, Parks and Recreation… Porque sinceramente, quatro prêmios adentro do Emmy todos já sabiam que Levitan & cia levariam o último caneco da noite. Parks é minha comédia preferida atualmente por ser engraçada, suave e sentimental (sem ser piegas, como MF o é muitas vezes). Eu sabia que estava ali para perder, que devíamos ficar satisfeitos com a indicação, mas enfim.

Mas o show nem foi tão previsível assim. Os ganhadores individuais? Praticamente todos de primeira viagem. MF ficou com os dois coadjuvantes em comédia, desta vez com Julie Bowen (foi surpresa, sim!) e Ty Burrell, que deu um dos melhores discursos da noite. Nas categorias principais de comédia vimos mais duas coisas que chocaram (pelo menos a mim): o Jim Parsons ganhou de novo e realmente o Emmy mandou o Carell para casa sem nada, nadinha, sete anos de The Office sem um prêmio. Acontece. E depois a Melissa McCarthy levou – derrotando gente do calibre da Laura Linney e da Edie Falco, além da merecedora Amy Poehler. Meu pensamento: pelo menos faz comédia. As senhoras da Showtime que me perdoem, mas não aguento mais essas ‘dramédias’ meia boca roubando espaço de coisas verdadeiramente engraçadas (não é bem o caso de Mike and Molly, mas fica o ponto…). Quem diria que a Sookie ia ganhar um Emmy antes da Lorelai! Vivendo e aprendendo.

Daí, claro, MF ficou com prêmios de roteiro – ‘Caught in the Act’, derrotando meu preferido ‘Reaganing’ – e de direção, que também daria para 30 Rock pelo esforço impressionante do (duplo) episódio ao vivo. Bola para frente.

Quando começaram as premiações de drama, a coisa mudou um pouco de figura. O Jasom Katims de cara foi premiado pelo belíssimo e satisfatório roteiro de ‘Always’, a season finale de Friday Night Lights. Depois, coladinho, a Margo Martindale ganhou por seu papel em ‘Justified’, mostrando que às vezes, simplesmente, não tem como ignorar o talento & a superioridade de um concorrente. Ali no meio premiaram o Scorsese pela direção do piloto de Boardwalk Empire, ok, nada surpreendente mas nada revoltante também. E aí, em uma categoria que é muito apinhada & confusa, o Peter Dinklage venceu, a única premiação para Game of Thrones. Não chega a ser surpreendente, qualquer um poderia ganhar, mas certamente ele não era a primeira aposta de muita gente (tirando os groupies, rs). A coisa estava ficando boa.

Em uma manobra de CORREÇÃO DE CURSO, depois da zebra do ano passado, o Emmy tinha que premiar a Julianna Margulies. Não é injusto, mas eu estava torcendo pela Connie Britton, em primeiro lugar, e em segundo pela Elisabeth Moss. Nadinha. Mrs. Coach vai embora de mãos vazias depois de 5 temporadas com uma das melhores atuações da TV, e a Moss deixa mais uma temporada de Mad Men, talvez a melhor da Peggy, a ver navios. Aliás, todo elenco de Mad Men ficou a ver navios mais uma vez – tanto que já se imaginava que a própria série quebraria sua sequência de três anos seguidos vencendo a categoria principal.

A categoria melhor ator foi a primeira que me tirou o chão dos pés. Buscemi, novato, era a wild card. Imaginei que nesse ano sem o Bryan Cranston o novato ia chegar e deixar os eternos mais uma vez esperando – Michael C. Hall, Hugh Laurie e Jon Hamm praticamente batem ponto no Emmy. Mas foi o Kyle Chandler, em sua segunda indicação, quem se deu melhor que as ‘férias’ do Mr. White. Sim, amigos: no melhor momento da noite, o Chandler foi premiado como melhor ator do ano, em uma categoria realmente difícil, e esteve naquele ponto mais alto nos lembrando de tudo que foi FNL. Claro que o discurso dele não foi tão estelar como eram os do Coach (nem agradeceu a Connie rs), mas foi emocionante mesmo assim – e a ‘pantera’ Minka Kelly também se emocionou ao entregar o prêmio ao ex-colega. Já estava tudo ganho.

Nessa altura da noite, como disse, com Mad Men tendo perdido todos os prêmios, já não era de se espantar imaginar que ia sair sem a taça. Boardwalk Empire também não recebeu tanto amor como parecia – meu palpite é de que a série seria recebida nos prêmios de uma maneira mais overrated, como foi nas críticas, mas isso não se concretizou. Poderia FNL se aproveitar disso tudo para ganhar e fazer a festa? Não foi o caso. Mesmo depois de passar a noite assistindo derrota após derrota, elenco, produtores e roteiristas de Mad Men foram mais uma vez para o palco receber a estátua de melhor série de drama. É TETRA.

Parte de mim já torcia, sim, por FNL (último ano etc), mas Mad Men merece – e se merece. A quarta temporada para mim foi um dedinho pior que a terceira, mas pior aqui não significa nunca ruim. Para quem não gosta é entediante e injusto ver Mad Men levar o prêmio ano após ano, mas nem sei o que dizer para essas pessoas. Enquanto continuar sendo o melhor drama no ar, Mad Men merece continuar sendo premiado como tal. Para mim, poderiam tirar o caneco Breaking Bad, inelegível, e talvez Justified, que deixaram de fora para indicar coisas como a última temporada de Dexter, é mole?

Então, all in all, podemos dizer que foi uma noite interessante. As apresentações musicais? Fracasso. O Lonely Island fica melhor no YouTube, a versão de Halelluja deve ter sido a pior que já ouvi e a abertura também não foi muito boa. A Jane Lynch foi ok – teve alguns ótimos momentos, o melhor a tirada com os caras de Entourage. Teve o Charlie Sheen cínico no palco e tudo mais. Valeu a pena.

ps_e a Kate Winslet levou o Emmy. Só falta um Tony para o EGOT, galera.

VÍDEOS

é um pouco engraçado ver a histeria das ‘panteras’ gritando KYLE CHANDLEEEEER. e ele realmente não preparou um discurso, rs

o belo discurso do ty burrell

e o também emocionado da margo martindale!

The Good Wife – In Sickness


Eu perdi a pena pela Alicia – e me incomodei um pouco com The Good Wife – na hora em que ela disse que “Isso torna as coisas mais fáceis” porque, meu Deus, se não é bem isso aí. O programa estava “enganchado” com o casamento de Alicia e Peter e com a simples falta de coragem (ou maneiras) de levar para algum lugar o interesse dela por Will. Ao fazer Alicia perdoar a traição de Peter e resolver aceitá-lo novamente, mas sem precisamente voltar a cair de amores por ele, “The Good Wife” ficou presa nessa situação e a maneira que encontraram para balançar foi com essa traição das antigas entre Peter e Kalinda (“minha melhor amiga”, enche a boca para dizer a Alicia) tirada do bolso como um coringa.

Claro que Kalinda não era melhor amiga de Alicia na época, como Peter faz questão de dizer (e faz diferença, claro), e é verdade que Alicia não tem amigo nenhum (círculo de amizade zero, chega a me dar medo) e só assim para esse companheirismo estar no nível BFF… Alicia tem obviamente todo o direito de estar irritada, mas ela não perde muito a linha – ela continua sendo a ‘boa mulher’, sensata, muda as coisas de Peter, paga os três meses de aluguel dele, explica tudo. A única hora que ela desaba é diante dos filhos – quando Grace tem a cretinice de dizer, ainda que ela tenha somente uns 13 anos acho injustificável, que a mãe deveria “protegê-los mais”. A série passa episódios e episódios mostrando como Grace é amadurecida para colocar uma fala fácil dessas na boca da menina, tão facilmente jogando muita culpa nas costas de Alicia. Achei que faltou sutileza, mas a cena foi bonita de qualquer maneira e qualquer emoção estava valendo.

O confronto direto entre Alicia e Peter não foi lá grandes coisas. Ela revela o que sabe, ele obviamente não nega, mas insiste que mudou, que isso foi há tempos, que a ama muito (esse amor que desabrochou novamente, como ele mesmo disse a Kalinda, mas a gente nunca viu exatamente como, porque, se é mesmo… O Chris North fica tão pouco na série que mal dá pra sentir)… O segundo confronto foi um pouco melhor, com o Peter querendo dar uma insinuada que Alicia está tão disposta a ser a vítima (rs) que não sobra nada para ninguém dizer. “Existe sim, Peter, diga algo que me faça me apaixonar por você de novo!”, ela grita, enquanto ele vai embora.

Outro momento de quase decepção foi quando Alicia volta para casa depois de expulsar Peter e bota uma música. Achei que ela ia sair dançando pela casa e que eu ia morrer assistindo isso, mas felizmente foi só a trilha sonora pruns dois segundos de levanta a cara para Alicia se preparar para afundar no trabalho – e ela esteve bem agressiva no caso da semana, que novamente trouxe de volta a Martha Plimpton, sempre bem.

E fora tudo isso ainda tenho que refletir sobre o que significa a cena final, um pareamento totalmente estranho entre Peter e Cary. Peter obviamente sabe que existe algo entre Alicia e Will – pode não ser algo tão mundano quanto SEXO, mas ele não deixa de ter razão quando afirma que isso “é sobre Will”. De certa maneira é também. Só posso imaginar que ele vá querer usar o Cary para de alguma maneira obter alguma informação, alguma vantagem, qualquer coisa, ligado a Alicia, Will, à empresa. Vamos acompanhar.

No todo, um episódio decepcionante. Espero que a hora da verdade entre Kalinda (que arrumou mais um flerte, um caso sério essa moça) e Alicia seja mais forte. E que Alicia também seja mais forte para seguir adiante para qualquer lado – ficar em cima do muro no casamento para sempre não dá mesmo.

Gossip Girl: A princesa, o sapo, o bêbado…

Está ficando difícil acompanhar Gossip Girl… Um dia é uma coisa, outro dia é outra… Um mês atrás a gente discutia se Dan e Blair poderiam decolar e no episódio de ontem Dan já está quase flertando com Charlie e Blair está em um triângulo com Chuck e o príncipe Louis.  Os demais personagens continuam perdidos – Vanessa aparecendo sobre os ombros de todo mundo, Serena com um ódio desproporcional e sabotando Blair em mais uma edição (mal feita) da guerra fria que vez ou outra se torna a amizade das duas. Os personagens estão todos fora de sintonia.

Fora tudo isso, existe um grande problema que atende pelo nome de Chuck. É o grande nome do episódio por motivos óbvios – comportamento extremo, abusivo etc e tal. Não posso esconder (e nem tenho como) que nunca gostei do Chuck. Anti-herois e bad boys são coisas muito mais difíceis de acertar na mão do que mocinhos. Eu não aguento mais esses personagens rasos que têm um “lado dark” – precisamente o caso do Chuck, querem nos fazer crer os roteiristas.

Porque, veja, eu até entendo a raiva dos Chair/fãs de Chuck. O personagem nunca deixou de ser canastrão e sempre também foi um pouco cretino (vide episódio do hotel), mas pelo menos tinha deixado esse lado abusivo de lado há um bom tempo. Aí chega nesse episódio “The Princess and the Frog” e Chuck conhece mais uma jornada “sombria”, “atormentada”, rumo ao fundo do poço. Isso porque começou a temporada se reerguendo (um homem simples, frugal, uma nova vida etc)… Os roteiristas estão doidos e exageraram muito na tinta ao botar Chuck quase descendo a mão na Blair e tentando agarrá-la. Você pode odiar os caras por “fazer isso com o Chuck”, mas a verdade é que Chuck foi abusivo – coerente ou incoerente que seja. “Ah, mas ele não bateu de fato”, etc, MEU AMIGO. Vamos respeitar os telespectadores, né. Porque agora entrevistas afora o Joshua Safran quer reforçar que aquilo ali foi só o Chuck em um momento perdidão, que ele nunca bateria na Blair e que Blair saiu correndo, mas sem medo. Se ela tiver algum medo é pelo que Chuck pode fazer a si mesmo!, diz o gênio. Não é mistério que Gossip Girl esteja tão ruim, comandada por gente assim…

Meu interesse por uma jornada “sombria” que vá levar a uma redenção do Chuck é zero, mas agora que vamos seguir esse caminho fingindo que a cena de ontem foi apenas Chuck sendo autodestrutivo e não incontrolavelmente abusivo ficou ainda pior, né. “Você é minha”, blablabla. Mas deve funcionar para alguns, imagino… Tem gente que acha o Chuck um heroi (a moça do E! o comparou ao Rhett Buttler?? Meu Deus do céu) e tem gente ainda com pena dele, tão sozinho, todo mundo dando as costas, entrando numa cilada… É tudo por amor, é épico…

***

As coisas estão tão bagunçadas em Gossip Girl que nem sei mais pelo que torcer. Depois de ignorarem tão solenemente Dan e Blair, nem vejo como entrariam aí novamente; o príncipe obviamente não vai a lugar nenhum. Só resta crer que vão realmente dar um jeito de fazer a Blair voltar para o Chuck, a despeito de tudo que aconteceu. Ânimo zero. A história de Raina (como disse o Vulture, porque é pior que sua mãe tenha morrido do que que ela tenha te abandonado?) também está no limite do tédio. Sobram as desventuras de Charlie (vai se dar mal, Vanessa vai ganhar alguma redenção, creio) e o que quer que resolvam fazer com Serena – a episódios do final da temporada, é preocupante não saber o que será? Vão jogar pro Dan de novo (que carrossel de emoções a vida sentimental deste rapaz…), vai ficar só de sidekick das histórias de Blair, vão inventar alguma arte?

A polêmica cena – que eu acho somente repulsiva, mas o Safran quer que eu ache um interessante desenvolvimento para o personagem CHUCK BASS, pressionado por tantas perdas e más notícias, desorientado (até a direção tava doidona), entrando em uma jornada que com certeza vai levar a auto-conhecimento e blablablabla.

A promo do próximo (SHATTERED BASS, ahhaha), “meu sobrinho está à beira de um precipício”, cês centiram a vibe

Dare to Dair…

Gossip Girl está enfrentando mais uma temporada incrivelmente sem inspiração. Jogando Serena para lá e para cá com conflitos bobos, sub-utilizando mais uma vez os personagens adultos, perdendo Chuck em tramas totalmente sem graça, e meio repetitivas em fundamento, sobre as indústrias Bass… Enfim, ninguém está tendo uma temporada muito boa na série da CW e eis que surge o que seria impensável… um possível casal com Blair e Dan.

As primeiras menções de Dair surgiram dos próprios fãs. Fã é um negócio sério – tem shipper de qualquer coisa, mesmo de “casais” que nunca existiram e nem tiveram qualquer traço de existência. “Dair” para mim começou assim, vendo gente comentando em fórum e vendo fã vídeos etc. Não consigo deixar de pensar que os próprios roteiristas de Gossip Girl viram o bafafa, que foi, sim, crescendo, e resolveram usar. Por que Gossip Girl, como todas séries adolescentes, brinca com várias combinações, mas mesmo assim é muito estática nessas coisas de romance. Desde o início da série existe a sensação de que Blair vai terminar com Chuck, Serena com Dan e tem o Nate ali no meio servindo a todos os propósitos de encher outras combinações. Nas séries teens tem sempre quem fica com o namoradinho adolescente, mas sempre achei meio exagero em GG ser tudo tão fixo assim, tão claro assim, tornando todo o resto meio supérfluo – todos os namorados da S., por exemplo, perdem qualquer peso, misturando tudo com os roteiros que têm andado muito fraco, e até com o Nate, que podia ser big deal, foi assim.

Inclusive, que lembrança, encerraram a temporada dando uma piscadinha para a possibilidade de voltarem a lidar com Serena e Dan, depois dela terminar com Nate, e o Dan ainda está, em teoria, interessado num comeback com a loira, mas os roteiristas estão se permitindo brincar com essa outra possibilidade, muita aterradora para alguns… (especialmente para os shippers bluck, que acham que são os donos da série). Eu acredito que a série vai só brincar com isso. As histórias de Dan e Blair estão sendo, sim, as melhores da temporada, porque têm bons diálogos, um clima interessante, química e certo humor. Inclusive na cena do fatídico beijo (“For crying out loud, Humphrey!”), eles ainda vão um pouco pelo engraçado. Na volta, ou o beijo significou algo para um ou para os dois, ou simplesmente os dois vão sair fazendo careta e jurando esconder para sempre o que aconteceu, voltar aos seus rumos e quem sabe sair do armário com a amizade… E eu acredito que vai ser esse último caminho, o que é um pouco triste.

Ao mesmo tempo em que dá gás para Dair, a série coloca Chuck novamente em um caminho de decadência e vulnerabilidade que tende a levá-lo, surpresa surpresa, de volta a Blair… Mais uma vez. Ainda existe essa sensação no ar de que Chuck e Blair são o casal “endgame”, o que é compreensível pelo tempo & reviravoltas envolvidos, mas eu particularmente nunca gostei muito deles juntos. Gossip Girl pode, sim, aproveitar a oportunidade e dar uma guinada na série. Sempre acho interessante quando uma série muda tão completamente uma perspectiva assim. Estão citando corretamente Joey e Pacey (Dawson’s Creek), aconteceu também com Veronica e Logan em Veronica Mars (para meu espanto e desgosto, assumo, rs) e vez por outra as séries preferem mudar os pareamentos, o que soa mais realista. Infelizmente vamos ter que esperar três semanas (SIM!!) para ver a continuação…

UPDATE: Promos são enganosas, mas vendo essa promo do próximo episódio parece que pelo menos vai ser big deal

fringe – 03×12 – concentrate and ask again

 

O episódio já começou com uma nota estranha, com Olivia e Nina trocando figurinhas sobre romances, e vou lhes dizer porque isso me incomoda – e, na verdade, é algo que perpassa todo o episódio. Que Nina chegue já chutando a porta e se metendo nas coisas pessoais de Olivia, ok, mas que Olivia se abra a isso tão facilmente me incomoda demais. Os últimos episódios, e esse em especial, foram basicamente Olivia se lamentando pra qualquer um, pelo jeito. Bem, acho que agora já podemos dizer que não são mais “coisas pessoais”, já que está afetando o destino do universo…

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grey’s anatomy – 07×11 – disarm

Grey’s Anatomy voltou sem muita bala na agulha – o episódio é até correto e segue a cartilha Grey’s de emoção, mas sofre de uma falta de personalidade terrível. Ademais, acontece tudo que imaginávamos que ia acontecer – Cristina voltando, Meredith ainda estranhando tudo, Callie dando um pé na Arizona – e nada de muito diferente. A grande história médica do episódio leva a refletir sobre se as “pessoas más” merecem receber o mesmo tratamento dentro de um hospital – um tema em si também batido e velho e que, sinceramente, é muito TV. Não imagino uma discussão dessas durante uma cirurgia entre médicos de verdade – e achei fora do lugar até para Grey’s.

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Melhores do ano: 8 – 30 Rock

“30 Rock” parecia ter chegado a uma encruzilhada criativa na quarta temporada, muito sem inspiração. Mas mesmo naqueles sombrios dias Tina Fey & cia conseguiam nos presentear com momentos melhores do que os de muitas séries de comédia que vivem sendo indicadas a prêmios. Nunca pensei em abandonar a série, nem mesmo remotamente, “30 Rock” nunca chegou na decadência que, por exemplo, a co-irmã “The Office” enfrenta. E a quinta temporada começou azeitada e já neste primeiro terço teve um daqueles momentos mágicos em que a série emplaca episódio sensacional atrás de episódio sensacional. Desde agora, a melhor temporada de “30 Rock” desde a segunda.

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Melhores do ano: 9 – Friday Night Lights

E eis que me encontro às 4 da madruga sem um pingo de inspiração para falar de FNL. Mas que mundo injusto, logo FNL, a série de coração que me sobrou nestes anos pós-faculdade e que vai ser arrancada de mim, e de todos os outros nobres fãs, dentro de alguns episódios. Ainda não sei bem como vai ser quando não tiver mais a perspectiva de ter o Coach Taylor e mrs. Taylor semanalmente, nem que fosse umas poucas vezes por ano, na minha vida. E todos os demais personagens que passaram. A ficha demora a cair e, acho, muitas vezes nem cai – eu de vez em quando me pego pensando, surpresa, que Gilmore Girls de fato acabou…

 

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Melhores do ano: 10 – The Good Wife

E aqui começo, tardiamente, eu sei, o meu Top 10 de seriados de 2010. Eu ia até voltar às resenhas (com um belíssimo episódio de FNL e o primeiro episódio de 2011 de Grey”s Anatomy), mas simplesmente tenho que começar com isso aqui. Já estava parcialmente feito e, curiosamente, os últimos lugares foram os mais difíceis. Muita coisa para entrar, mas eis aqui o que ficou.

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camelot

Ainda estou pensando sobre como vou levar esse blog para frente em 2011, vencendo a falta de tempo e eventual desânimo, mas por enquanto fiquem com este preview de CAMELOT, nova série da Starz que promete fazer uma releitura dos contos arturianos. Vamos ver se terei coragem de encarar algo com o Joseph Fiennes tão pouco tempo depois de FlashForward!